Geral

Concurso com o tema da Copa termina em confusão em escola

Marcus Libório
| Tempo de leitura: 3 min

O atraso no resultado de um concurso com tema da Copa do Mundo realizado na Escola Estadual Ernesto Monte, em Bauru, resultou em confusão. O episódio, que ocorreu na manhã desta terça-feira (3), mobilizou uma viatura da Polícia Militar (PM) e diversos alunos acabaram indo embora da escola.

Éder Azevedo

Diversos alunos acabaram indo embora da escola. Órgão ainda está apurando se os alunos que participaram da confusão serão suspensos

Segundo o Jornal da Cidade apurou no local, a escola sugeriu que os alunos enfeitassem as salas no tema da Copa. A mais bonita e com maior teor crítico seria premiada. A reportagem não teve acesso, contudo, aos critérios de análise do concurso e nem à forma de premiação.

Um aluno, que não quis se identificar, contou que a confusão começou após um comunicado de cancelamento da disputa. “Vários estudantes se revoltaram e destruíram todos os enfeites. Ameaçaram jogar as carteiras e quebraram algumas lâmpadas”, disse o aluno, que alegou quase ter sido atingido por uma carteira. “Achei melhor ir embora”. 

Uma equipe da PM se deslocou ao local para orientar os estudantes e professores. “Quando chegamos, todos os alunos estavam no pátio. Eles tiraram algumas carteiras do lugar e causaram danos em outras, mas a situação está controlada”, explicou o tenente da PM, Luiz Miranda.

Ainda segundo Miranda, uma boletim de ocorrência (BO) de danos ao patrimônio público será registrado. A diretora da escola não quis se pronunciar sobre o caso.

De acordo com assessoria da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, os alunos teriam se revoltado devido ao atraso do resultado do concurso. O órgão ainda está apurando se os alunos que participaram da confusão serão suspensos.

Mas nem tudo foi somente tumulto...

Em meio à confusão e correria de alunos e professores durante o “protesto” ontem na Ernesto Monte, um outro lado contrastava. O verde e amarelo prevalecia em algumas salas. Alguns  alunos mantiveram seus enfeites e se mostraram orgulhosos pelo trabalho em equipe.

“A gente quer mostrar que os jovens do Brasil não estão dormindo. Eles têm orgulho do País que vivem, porém, criticam a política e querem melhorias”, disse a aluna do 1º colegial B, Viviane Carolina de Oliveira, 15 anos.

A classe se mobilizou e fez uma “vaquinha” para comprar os materiais. Ao fundo da sala, uma enorme bandeira foi feita de páginas de revistas.

A sala vizinha, o 2º colegial C, também estava tomada pelas cores da bandeira do Brasil. “Por mais que tenham protestos, somos a favor da Copa e torcemos muito por nossa Seleção. É claro que queremos mais investimentos na Saúde e na Educação, mas agora é um momento histórico”, disse a estudante Letícia Moura Magri, 16 anos.

No 1º colegial A, estuda a deficiente visual Victória Fernanda Pereira, 15 anos. “Eu fiz um texto em braile criticando se, de fato, a Copa traz ou não algum benefício para o Brasil”, disse.

Outro aluno, Marcelo Fogaça, que é deficiente auditivo, escreveu uma frase em libras: “Na Copa, não importa o País, não importa a nação, todos se tornam um só coração”.

Comentários

Comentários