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A oito dias do início da Copa do Mundo - que tem gerado uma série de protestos por todo o País -, Bauru segue com greves nas duas universidades públicas da cidade. Apesar disso, poucos serviços para a comunidade externa foram afetados (veja mais no quadro abaixo).
Uma exceção é a previsão do tempo. Desde a última segunda, o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) aderiu à greve da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ficará com seu atendimento parcialmente suspenso ao público por tempo indeterminado.
Segundo informou a relações públicas do IPMet, Sandra Sanches, as previsões por telefone, assim como os boletins do tempo ao vivo em rádios e solicitação de laudos meteorológicos, foram suspensos.
“No site, funciona apenas o que é automático. Os boletins não estão sendo feitos. O alerta à Defesa Civil também será mantido”, explica Sanches.
Além do IPMet, o Centro de Psicologia Aplicada (CPA), que também realiza atendimento ao público na Unesp, está com atendimentos parcialmente suspensos.
A paralisação na Unesp de Bauru não acontece de forma isolada. O movimento, conforme o JC tem noticiado, parte de um protesto que engloba unidades de outras regiões e também funcionários e estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Ontem, uma caravana com cerca de 100 manifestantes da Unesp e USP de Bauru foi à Capital para um movimento que teve como objetivo pedir ao Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) a reabertura das negociações salariais junto aos sindicatos já que, neste ano, segundo as entidades, não houve reajuste nem para professores, nem para os demais funcionários.
Reivindicações
O reajuste, inclusive, é tema das principais reivindicações tanto por parte do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp), que já aponta ter 70% de adesão do corpo técnico-administrativo do câmpus de Bauru, quanto da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), que diz que, ao menos, 90% dos professores da unidade aderiram ao movimento.
Ambas categorias possuem pautas específicas, mas pedem, principalmente, por reajuste salarial de, pelo menos, 10% (7% referente à inflação e mais 3% de perdas salariais históricas).
O protesto também tem adesão de quase 100% do corpo discente da Unesp que, entre outras pautas, pede a revogação do corte de 50% das bolsas de extensão do câmpus e abertura do restaurante universitário (RU).
Já na USP, mais de 50 servidores da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da prefeitura do câmpus e do Centrinho também estão em greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).
A reinvindicação deles também corresponde ao reajuste salarial de aproximadamente 10%.
USP
A defasagem de funcionários na USP, no entanto, segundo o JC apurou junto ao Sintusp afeta, principalmente, os serviços de manutenção da universidade, restaurante universitário, berçário e prefeitura do câmpus.
Vice-diretor da FOB, Carlos Santos, ressalta que a paralisação, contudo, não afetou o funcionamento das clínicas de odontologia e fonoaudiologia da USP, assim como também não provocou suspensão de aulas ou de outras atividades no câmpus.
Estado de greve
Outras duas entidades, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde) e a Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) também ameaçaram entrar em greve em Bauru nos últimos dias.
Na última segunda-feira, funcionários da Superintendência de Controles de Endemias (Sucen) chegaram a paralisar as atividades e protestar em frente à sede do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), que cuida da gestão das unidades do Estado na região de Bauru. Ontem e hoje, contudo, o serviço segue normalmente.
Vale lembrar que, no mesmo dia da paralisação, o Estado emitiu uma nota, informando que os servidores administrativos ligados diretamente a unidades vinculadas à Secretaria de Saúde, receberão reajuste salarial de 25%, no decorrer de junho.
Já quanto à Apeoesp, a diretora do sindicato em Bauru, Suzi Silva, diz que a categoria, que luta por 17% de reajuste e melhores condições de trabalho, mantêm estado de greve. “Por conta da Copa do Mundo e da proximidade das férias escolares, iremos resolver se será deflagrada ou não a greve geral a partir de agosto”, pontua Suzi.
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