A Polícia Civil do Rio investiga se houve negligência por parte do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), que teria se recusado a prestar socorro ao fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, 63 anos, antontem, por volta das 11h. Marigo passou mal com sintomas de infarto quando estava num ônibus, em Laranjeiras, zona sul do Rio. Logo, o motorista o levou para o hospital mais próximo, referência em doenças cardíacas, mas o fotógrafo demorou a ser atendido e morreu.
Testemunhas disseram à polícia que o motorista do ônibus foi informado por funcionários do instituto que somente uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) poderia prestar o atendimento à vítima. Passageiros chegaram a ligar para os bombeiros, que só chegaram 20 minutos depois. O fotógrafo não resistiu.
A reportagem entrou em contato com parentes de Marigo, mas não localizou ninguém. O Instituto Nacional de Cardiologia (INC) informou em nota que “uma senhora (que estava no ônibus) chegou à recepção do hospital pedindo atendimento a um cidadão que ‘estava passando mal na rua’”. “Por não ter sido dimensionada a gravidade do caso, o segurança do instituto a orientou a chamar o serviço de emergência móvel - já que o INC não conta com uma unidade de emergência”, disse.