O presidente da Síria, Bashar al-Assad, conquistou 88,7% dos votos na eleição presidencial síria, afirmou o chefe do Parlamento, Mohammad al-Laham, nesta quarta-feira, garantindo um terceiro mandato, apesar dos três anos de uma guerra civil que começou com protestos populares contra o seu regime.
Inimigos de Assad rejeitaram a eleição como uma farsa, dizendo que os dois adversários relativamente desconhecidos não ofereceram nenhuma alternativa real e que nenhuma pesquisa realizada em meio à guerra civil poderia ser considerada credível.
“Eu declaro a vitória do doutor Bashar Hafez al-Assad como presidente da República Árabe da Síria com uma maioria absoluta dos votos expressos nas eleições”, disse Laham em um discurso transmitido pela televisão a partir do seu escritório no Parlamento sírio.
O tribunal constitucional da Síria disse anteriormente que o comparecimento na eleição de terça-feira e uma nova rodada de votação para os expatriados sírios somaram 73%.
Os outros dois candidatos nas eleições, Hassan al-Nouri e Maher al-Hajjar, tiveram, respectivamente, 4,3% e 3,2% dos votos.
Autoridades sírias descreveram a prevista vitória de Assad como uma reivindicação de sua campanha de três anos contra os grupos armados que lutam para derrubá-lo do poder.
As autoridades sírias haviam descrito a vitória prevista como um apoio à campanha de três anos de Assad contra aqueles que lutam para derrubá-lo.
Locais de votação
A votação ocorreu em áreas controladas pelo governo da Síria, mas não em grandes partes do norte e leste do país mantidas por rebeldes que lutam para acabar com 44 anos de governo da família Assad.
Segundo relato de um brasileiro que está em Aleppo, a segunda maior cidade do país, em região controlada por rebeldes, não houve nem sinal de eleição.
O conflito já matou 160 mil pessoas, fez com que 3 milhões fugissem para o exterior como refugiados e deixou muitos desalojados dentro da Síria.