A Polícia Federal de Bauru tomou depoimento de duas pessoas sobre o caso da falsa comunicação de bomba no avião da empresa Azul Linhas Aéreas, nos últimos dias.
Segundo o JC apurou, ambos os depoentes ainda não são tratados como suspeitos e estariam próximos ao banheiro masculino onde o bilhete foi encontrado. Um deles, inclusive, seria um dos responsáveis pelo aviso do papel com a ameaça ao aeroporto.
A Polícia Federal, contudo, não concedeu detalhes sobre o teor dos depoimentos, alegando cautela nas investigações.
“Ainda não é possível definir nada. A perícia iniciou as análises, mas ainda não podemos traçar um suspeito. Vamos esperar o resultado para poder colher outros depoimentos”, resume o delegado responsável pelo inquérito, Almir Papassoni.
Conforme o JC noticiou, as imagens do circuito interno de segurança do aeroporto Moussa Tobias foram recolhidas pela polícia no dia em que houve a ameaça.
A perícia, no entanto, aguarda autorização judicial para ter acesso a outras provas obtidas por meios eletrônicos também colhidas no aeroporto.
O bilhete com a inscrição da falsa denúncia também passa por perícia, inclusive com recolhimento de impressões digitais.
O caso é tratado como prioridade pela Polícia Federal e a expectativa é de que as investigações tomem desdobramento na próxima semana.
Vale lembrar que a tipificação para tal crime, atentado contra a segurança do transporte aéreo, é prevista no artigo 261 do Código Penal. Pela lei, o responsável ou os responsáveis se identificados e condenados podem pegar de 2 a 5 anos de prisão.
Relembre o caso
Na manhã do dia 27 de maio, um bilhete encontrado no banheiro masculino do Aeroporto Moussa Tobias, por volta das 10h, avisava que havia um explosivo no interior de uma aeronave da companhia aérea Azul, que realizava a linha Campinas/Marília, com escala em Bauru.
No bilhete, uma folha branca impressa por computador, havia a frase “Tem uma bomba no avião da Azul”, acompanhada por um dizer no rodapé (#nãovaitercopa), em menção aos protestos contra o campeonato mundial de junho no Brasil.
Na ocasião, o avião já havia decolado de Bauru e seguia rumo à Marília quando recebeu o aviso para voltar ao aeroporto. Cerca de 50 passageiros que estavam a bordo da aeronave tiveram suas bagagens inspecionadas.
A mobilização reuniu dezenas de policiais por cerca de três horas no local. Felizmente, nenhum artefato foi realmente localizado pelas autoridades de fiscalização em pista e imediações.