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Especialista dá dicas para vencer a desconfiança


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Pessoas que foram enganadas com frequência ou que vivenciaram grande sofrimento por conta de traições, tendem a ser resistentes a novos envolvimentos afetivos,  pessoais, sociais  e/ou  profissionais. O objetivo  é evitar possíveis decepções”, ressalta a terapeuta e psicóloga Mauricéia Quinhoneiro. Com pós-gradução gradução e mais de 15 anos de experiência na área de terapia cognitivo-comportamental  ela lembra ainda que “decepções,  conforme intensidade e prejuízos,  podem causar feridas profundas. Algumas pessoas possuem uma boa capacidade de superação e dão a volta por cima sem grandes sequelas. Elas se  valem dos infortúnios como oportunidade de aprendizado e amadurecimento”. Mas ela cita ainda os casos de pessoas que se mostram “mais frágeis  e podem apresentar sintomas de depressão e ansiedade de forma persistente. O medo exagerado e a necessidade de controle absoluto fazem com que essas pessoas distorçam a realidade supervalorizando os riscos de serem enganadas novamente. Tornam-se excessivamente desconfiadas”

O que fazer nesses casos?

“Uma boa alternativa é permitir-se  um tempo para elaborar os traumas  e quiçá transformá-lo num rico repertório de recursos de enfrentamento. Nesta fase, o apoio  persistente dos amigos, familiares e pessoas queridas é fundamental. Uma ótima oportunidade para a pessoa redescobrir que existe gente boa nesse mundo  e que não está abandonada”. Mauricéia Quinhoneiro  cita ainda a omissão como algo que leva à negatividade. Muitas vezes, a omissão das pessoas próximas pode  ferir mais que a própria traição. Algumas pessoas se alienam numa neutralidade conveniente e perdem a rica oportunidade de mostrarem-se solidárias. Neste sentido, vale reafirmar a premissa de que é na hora das perdas e dos sofrimentos que temos a oportunidade de reconhecer e valorizar  os  companheiros sinceros e amigos de verdade”

Para ter e ganhar confiança

Para confiar

Aceite o novo - É importante estar com a mente aberta. Geralmente quem não confia ou confiava e perdeu a confiança fica excessivamente fechado e, por medo, não aceita mudanças nem novas experiências. Dessa forma, boicota o próprio crescimento que vem de outras aprendizagens.

Aceite conselhos – Para adquirir confiança em algo ou alguém é preciso informação, conhecimento do assunto e da pessoa. E como conseguir isso? Conversando e pedindo conselhos para pessoas que já viveram a mesma situação. Conhecer é a maneira mais adequada de agir para não duvidar da pessoa ou da situação.

Observe mais – Muitas vezes, mesmo com a mente aberta, algo escapa e quando menos se espera aparece a tal frase “mas como ele pode fazer iss o comigo” ou então “mas não parecia que seria capaz disso”. Pois então, é preciso principalmente observar. Os atos têm sempre que combinar com o que a pessoa diz, tanto quanto uma empresa tem que cumprir o contrato que assinou com você, por exemplo. Vale o escrito, certo? Então leia, assine, mas guarde o contrato.

Para ser confiável

Seja objetivo e direto – Ser confiável é olhar olhos nos olhos, ser franco, falar claramente o que se quer, o que se espera de alguém e o que você mesmo pode prometer. Exercite essa habilidade. Seja transparente. Mesmo correndo riscos, a verdade acima de tudo.

Pratique o que aprender - Sempre que aprender uma nova competência, tente colocá-la em prática. Seja a partir de um curso ou de uma nova experiência, praticar é a melhor alternativa para garantir que realmente absorveu o conhecimento. Ao mostrar o que você sabe, o que conhece, garantirá que confiarão em você.

Pratique a autoconfiança – Pessoas mais autoconfiantes são também as que mais inspiram confiança. Assim para desenvolver esse lado é importante que você registre suas conquistas. Faça uma lista delas, observe-as, mostre suas qualidades, sua evolução. O esforço deve ser valorizado.


FALA POVO

Em quem ou em que confiar?

“Nesse momento, se eu fosse responder o que tenho vivido, eu diria não confio em nada e em ninguém. Por acontecimento que vemos nas notícias e por experiência própria com outras pessoas, em negócios e no trabalho. Entretanto, quando a gente se movimenta na vida, eu percebo que existem muitas pessoas boas e confiáveis, e que vale a pena tentar de novo, porque existem mais pessoas boas que ruins. Precisamos confir. Não dá para viver sem confiar, sem confiança. Impossível porque daí você vai se isolar, se ilhar, mas para ter confiança temos que ter cautela. Para viver, confiar é imprescindível”

Roberto Cury, corretor


“Hoje em dia, confio em mim mesma e na minha capacidade de atingir os meus objetivos e metas. A minha confiança, hoje, está inabalável, pois tenho a família que sempre sonhei, somos unidos, nos amamos respeitamos uns aos outros. Agora, do ponto de vista das empresas, penso que deveria haver maior transparência. Exemplo: sempre colocam que atingimos a cota, mas a gente não tem como confirmar, como medir isso”.

Ana Raquel Arruda, comerciante


“Confiar é um ato de fé, é como a honestidade, não se pede, adquire-se! É ou não é. Confio na ordem natural das coisas e não confio em quem pede confiança, pois, como disse, é algo que se adquire, conquista. Agora, é preciso duvidar, só os estúpidos têm 100% de confiança absoluta neles mesmos. Confio na justiça divina, também porque a dos homens é precária”

Simone Castro,  professora de educação física


“ Sou daquelas que confio ao máximo até que me provem o contrário! Ainda confio no ser humano. Infelizmente não dá pra acreditar em quase nada e em ninguém. O mundo está muito cruel. Foi-se o tempo em que um fio de bigode significava confiança em alguém e era mais do que uma assinatura num papel. Por isso, me previno de coisas para as quais há tempos atrás, não ligava. Hoje, já não atendo qualquer um no portão, não converso com desconhecidos”

Fátima Ruiz, autônoma

 

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