Quem tem mais de 50 anos conhece o Dauphine, o primeiro carro de passeio da Willys-Overland do Brasil. E, muito provavelmente tenha sido transportado por um deles. Fabricado até 62, o automóvel é hoje peça de colecionador. Neste domingo, um deles fez parte da exposição realizada no Bauru Tênis Clube, pelo Clube do Carro Antigo do centro Oeste Paulista.
Colecionadores de automóveis de Bauru e região mostraram seus ‘amores’ para os sócios do clube. A estudante Karin Furtuoso, 34 anos, foi com a família visitar a mostra e não se conteve, tirou fotos e posou dentro de vários automóveis antigos. “Eu nasci na época errada. Sou apaixonada por esses modelos antigos que eram bem diferentes e interessantes.”
O dono do Dauphine, o aposentado Nilton Parisoto contou que o modelo acabou quando foi aperfeiçoado e batizado de Gordini. “Esse foi fabricado em 1960, tem alguns componentes francês. Foi o primeiro fabricado sob licença da Renaut. O Gordini é praticamente o mesmo carro com melhoramentos mecânicos. O Gordini acabou com o Dauphine. Eu tenho ainda, três Interlagos e um Gordini no meu acervo.”
A exposição foi uma iniciativa do Clube do Carro Antigo do Centro Oeste Paulista que resolveu fazer eventos itinerantes a fim de levar aos interessados os modelos que já figuraram como os mais tops em cada época. O presidente do clube, José Carlos Tosi confirma que as próximas exposições vão ocupar outros clubes.
“Fazemos exposição sempre na Praça Portugal aos domingos pela manhã. Achamos interessante mudar de lugar. Embora aqui seja só para associados, estamos percebendo o grande interesse das pessoas pelos carros antigos. Vamos fazer na Associação Luso Brasileira e no no BTC náutico.”
Ele é proprietário do Ford 14, um modelo que tem seu painel confeccionado em madeira de lei, o farol que é um sinaleiro a gás acesso com fósforo e que o parabrisa tem vidro só para o motorista. “Não tem luz traseira e a velocidade máxima é de 80 km/h. Em 87 participei com minha mulher de um rally d e São Paulo ao Rio. Durou uma semana, fomos parando em hotéis. É um hobby. Ele tem placas preta porque se enquadra nos padrões de originalidade. Pode ser ligado na manivela. Não tem preço. Conheço ele e mais um.”
O Ford F1 também chamou a atenção dos visitantes. O modelo pertence a Sérgio Antunes de Oliveira, um colecionador com nove carros antigos. “Hoje temos a F 250 e a F 400, ele é o F 1. O diferencial dele é o desgner.”
O Pretty Calhambeque- 82 foi uma edição limitada fabricada no Rio de Janeiro, conta o dono, Lúcio Vallim da Costa Filho. “Tenho só esse carro antigo. Comprei porque tem poucas unidades no Brasil foi uma edição limitada. No país deve ter em torno de 20 carros. Está tudo original.”
Bruno Freitas |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Pais e crianças conhecerem e tiraram fotos dos modelos que já viraram raridades de museu |