Internacional

Ucrânia entra em acordo com Rússia sobre o plano de paz

Folhapress
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A Ucrânia informou ontem que chegou a um “entendimento mútuo” com a Rússia em partes de um plano proposto pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, para pôr fim à violência no leste do país.

O governo não deu mais detalhes e a Rússia não comentou diretamente, mas dois dias de conversas após um breve encontro na França na semana passada-que quebrou o gelo entre Poroshenko e o presidente russo, Vladimir Putin- fortalecerem os esforços de paz.

A chancelaria da Ucrânia afirmou em Kiev que representantes russos e ucranianos se encontraram três vezes nos últimos dois dias para discutir o plano de Poroshenko para acabar com a insurreição dos separatistas pró-Rússia no leste.

“Como resultado do trabalho, as partes chegaram a um entendimento mútuo a respeito de estágios cruciais da implementação de um plano e de uma lista de prioridades que irão contribuir para atenuar a situação nas regiões de Donetsk e Lugansk”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores ucraniano.

As conversas estão sendo mediadas pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), mas quase nenhum detalhe do plano de Poroshenko ou das conversas foi divulgado.

Também não estava claro quem participou das reuniões desta segunda. O líder ucraniano esteve presente nas conversas e disse que a violência deve terminar nesta semana.

“Cada dia em que pessoas morrem, quando a Ucrânia paga um preço muito alto, é inadmissível para mim”, disse o presidente, de acordo com o seu gabinete.

Desde que Poroshenko foi eleito presidente em 25 de maio, o Exército ucraniano aumentou as operações militares para retomar edifícios ocupados pelos separatistas pró-Rússia em várias cidades do leste do país, onde a maioria da população tem etnia russa.

O leste é palco de intensos combates entre o Exército ucraniano e insurgentes, principalmente nas regiões de Lugansk e Donetsk, que chegaram a declarar independência da Ucrânia.

Otan

A Rússia vai considerar qualquer nova expansão das forças da Otan perto de sua fronteira como uma “demonstração de intenções hostis” e irá adotar medidas políticas e militares para garantir sua segurança, disse nesta segunda-feira o vice-ministro de Relações Exteriores Vladimir Titov em entrevista à agência russa Interfax.

“Nós não podemos ver tal acúmulo de poder militar da aliança perto da fronteira com a Rússia como outra coisa a não ser uma demonstração de intenções hostis”, disse Titov.

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