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Dia de Portugal - Dia de Camões

Abel Fernando Marques Abreu
| Tempo de leitura: 3 min

Hoje, dia 10 de junho, onde houver portugueses em qualquer parte do mundo, certamente comemorarão o Dia de Portugal, Dia de Camões, Dia da Raça e Dia da Comunidade, como é conhecido este dia.

Ainda está fresco na minha memória quando comemorávamos esse dia na Associação Luso Brasileira, todos os anos, durante vinte e cinco anos, enaltecendo as figuras lusitanas e lembrando as epopéias vividas ao longo do tempo por aqueles que fundaram e edificaram Portugal, desde as batalhas empenhadas para a sua formação territorial, sendo delimitado a norte e leste pela Espanha e a sul e a oeste pelo Oceano Atlântico. Portugal é a nação mais a ocidente do continente europeu. Tem 92.090 km2, quase 3 vezes menor que o Estado de São Paulo e 92 vezes, aproximadamente, menor que o Brasil.

D. Afonso I de Portugal, mais conhecido por D. Afonso Henriques, foi o fundador do Reino de Portugal e o seu primeiro rei, com o cognome de O Conquistador, O Fundador ou O Grande, pela fundação do reino e pelas muitas conquistas. Nasceu aos 25 de junho de 1109 e faleceu em Coimbra, onde está sepultado no Mosteiro de Santa Cruz.

Um outro nome de vulto na história de Portugal foi Luiz Vaz de Camões, o maior vate da língua portuguesa, considerado uma das maiores figuras da literatura da língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente. Não se sabe ao certo, mas dizem que nasceu em 1524, em Coimbra. Faleceu aos 10 de junho de 1580, em Lisboa, onde o seu corpo jaz no Mosteiro dos Jerônimos. Foi notável em sua época e continua sendo.

Camões, sem dúvidas, foi o grande nome do Classicismo Português. Suas obras são de grande valor literário, compostas por peças teatrais, poesias líricas e épicas.

A obra prima de Camões foi, certamente, "Os Lusíadas", poema épico (que narra fatos heroicos) que foi dedicado a d. Sebastião, rei de Portugal, e narra os grandes feitos do povo português em suas navegações e guerras. Em gratidão, d. Sebastião concedeu uma pensão de 15 mil réis ao poeta.

O poeta faleceu muito pobre, em Lisboa, no ano de 1580. Entretanto, sua obra segue inspirando poetas, músicos, cineastas. Acompanhe a primeira estrofe do poema lírico "Amor é fogo que arde sem ver", que foi publicado em 1595 e fala de um dos temas mais ricos da lírica camoniana... o amor!

"Amor é fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói, e não se sente;

é um contentamento descontente,

é dor que desatina sem doer."

Mas se esta data comemorativa me faz lembrar os feitos lusitanos de então, uma outra data, também comemorativa, deve ser lembrada aqui em Bauru. É o dia 25 de maio de 1914, quando foi fundada a Sociedade Beneficente Portuguesa, que tantos serviços médicos tem prestado àqueles que, batendo às suas portas, procuram um lenitivo para as suas dores e sofrimentos.

Essa obra foi também uma conquista dos portugueses que aqui aportaram e que aqui fincaram raízes duradouras. Assim como aquelas figuras intrépidas dos tempos heroicos das conquistas e dos descobrimentos, devemos aplausos a Francisco Soares, o idealizador e primeiro presidente da Beneficência Portuguesa, que enfrentou uma árdua luta para dotar Bauru de um hospital condigno, eficiente e que atendesse às necessidades de saúde de seus associados e pacientes, pois graças a ele e a seus amigos estamos comemorando um século de existência.

Estão de parabéns, portanto, os portugueses de outrora, mas também estão de parabéns os portugueses que nos tempos mais recentes lutaram bravamente para atingir os seus desígnios em defesa da tradição e do bom nome dos portugueses de todos os tempos que honraram a pátria mãe e semearam o amor, o destemor, o trabalho, a perseverança e a fé inquebrantável que habita os nossos corações. Viva Portugal e os portugueses!

O autor é jornalista, delegado de polícia aposentado e diretor executivo da Escola People.

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