Os jogadores argentinos ficaram surpresos com a recepção que receberam em Belo Horizonte. Foram aplaudidos na chegada à cidade, na última segunda (9). Cerca de 7.000 pessoas foram ao treino aberto, na quarta (11). Torcedores invadiram o gramado apenas para chegar perto de Messi. Um deles se ajoelhou em frente ao atacante.
"Sabemos da rivalidade, mas a recepção foi muito boa e somos muito agradecidos às pessoas por terem nos recebido desta forma", disse o zagueiro Ezequiel Garay, que atua pelo Benfica, de Portugal.
Ele deverá ser titular na estreia da seleção contra a Bósnia, domingo (15), no Maracanã.
Antes do embarque ao Brasil, o técnico Alejandro Sabella havia dito que no Mundial deste ano a Argentina seria mais visitante do que o normal. O que pode até acontecer no decorrer do torneio. Especialmente se cruzar o caminho do time de Luiz Felipe Scolari. O jornal "New York Times" realizou enquete pela internet que apontou a Argentina como a seleção que terá a maior torcida contrária.
Mas até agora os atletas têm recebido apenas carinho.
"Surpreende pela rivalidade sul-americana. Mas vendo os jogadores que há neste elenco, é normal que se sinta carinho pelos jogadores", constatou o volante Lucas Biglia.
Eles apenas não se espantaram com perseguição dos invasores de campo a Messi no estádio Independência. "Os outros ficaram tranquilos. Sabiam que queriam apenas a Leo", observou Biglia.
"Não se vê o melhor do mundo todos os dias e quando as pessoas têm essa chance, querem uma camisa, qualquer coisa", completou Garay.
Em todos os dias de treino, torcedores argentinos e brasileiros estão na portaria da Cidade do Galo em Vespasiano (27 quilômetros de Belo Horizonte), esperando pela chance de ver algum jogador.