Duas jornalistas da CNN, que haviam se ferido na manhã desta quinta-feira (12) durante protesto anti-Copa nas proximidades do metrô Carrão, foram medicadas e já estão liberadas. Elas receberam atendimento médico no pronto socorro da Vila Alpina, zona leste de São Paulo.
A correspondente da emissora no Brasil, Shasta Darlington, teve o braço atingido, e a produtora Barbara Arvanitidis sofreu com ferimentos no pulso. Segundo a CNN, estilhaços de bombas lançadas pela polícia nos manifestantes acabaram alvejando as profissionais.
“Eu estava com capacete e máscara, mas tirei para fazer o ao vivo. Foi uma das primeiras bombas, por isso mesmo a gente não esperava”, afirmou Darlington.
A rede americana transmitia, ao vivo, o protesto quando a equipe da emissora foi atingida.
Enquanto Darlington gravava sua passagem, a polícia atirou uma bomba de gás em direção a um grupo em que ela estava, e no qual se pode identificar, pelo vídeo, alguns manifestantes e outros jornalistas com câmeras. Alguns usavam máscaras contra gás. “As coisas estão ficando enlouquecidas aqui”, disse Darlington, antes de ser empurrada por um grupo que fugia do local.
Logo após o disparo, a jornalista se abaixa e diz ao cinegrafista: “Temos que sair daqui. Atingiu meu braço”.
A repórter interrompe a passagem por um momento, enquanto o cinegrafista segue mostrando o confronto. “Ok, eles atiraram uma bomba de gás, isso está obviamente ficando bastante tenso”, afirma Darlington, ao retornar.
As duas jornalistas da CNN não são as únicas profissionais da imprensa que ficaram feridas durante o protesto, ontem. O fotógrafo Rodrigo Abd, 37 anos, da Associated Press, também foi ferido por estilhaços de bomba na coxa e na canela. Ainda no local, ele reclamou que não teve ajuda após ter sido ferido, mesmo tendo pedido a moradores da região.
Um jornalista do SBT também ficou ferido por estilhaços. Ele foi atingido de raspão na região do olho.