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Pirlo e Balotelli defendem a Itália, na Arena Amazônia, em clássico europeu contra Inglaterra |
O primeiro confronto entre campeões mundiais nesta Copa acontece hoje, às 18h, na Arena Amazônia. O estádio de Manaus será palco do duelo entre Inglaterra e Itália, pela primeira rodada do Grupo D.
Dona do título de 1966, quando foi campeã em casa, a Inglaterra fez uma boa campanha nas eliminatórias europeias e conquistou a vaga direta, sem necessidade de repescagem. Em sua 14.ª Copa do Mundo, os ingleses vêm treinando no Forte da Urca, no Rio, e chegaram animados em Manaus.
“Acho que as expectativas em torno da Inglaterra sempre serão altas por causa dos grandes jogadores que temos. Além disso, muitos deles vêm de ótimas temporadas em seus clubes. Mas precisamos controlar essa empolgação e ser mais realistas. Tenho certeza que, se seguirmos no caminho certo, jogarmos da maneira que sabemos, trabalharmos coletivamente e lutarmos um pelo outro, podemos conquistar os resultados positivos”, afirmou o zagueiro Phil Jones ao site da Fifa.
A esperança do técnico Roy Hodgson é que o atacante Rooney finalmente quebre o tabu de nunca ter marcado gols em Mundiais. Ele fará dupla com o jovem Sturridge, que estreia em Mundiais após ter se destacado nas eliminatórias europeias e também no Liverpool.
Na Itália, a luta é pelo quinto título em Copas - o último foi conquistado em 2006, na Alemanha. Dois remanescentes da última conquista, o goleiro Buffon e o volante Pirlo são os principais astros da Azzurra e estarão em campo contra os ingleses.
“Tenho o privilégio de jogar e aprender com eles, principalmente com o Pirlo, que me ensinou muito na posição. Eles são os pilares desta equipe há quatro anos e serão extremamente importantes em uma competição como a Copa do Mundo”, afirmou o meia Marchisio, também campeão em 2006 e que deve ser titular na estreia.
Uruguai pega Costa Rica com obrigação de vencer
Cabeça de chave no grupo mais difícil da Copa, o Uruguai tenta fazer valer o favoritismo sobre a zebra Costa Rica hoje, às 16h, no Castelão, em Fortaleza.
Com Inglaterra e Itália completando o grupo, ao menos um forte concorrente ficará fora das oitavas de final. Ou até mesmo dois, caso a Costa Rica consiga uma improvável classificação.
Pressionado a repetir a boa campanha do Mundial de 2010, quando foi quarto colocado, e também pelo título da Copa América, o Uruguai sequer cogita perder pontos ante os costa-riquenhos. Ao contrário, somente a vitória interessa na capital cearense.
“Embora há bastante tempo não existam mais adversários fáceis, em nome e em experiência, este é o grupo mais difícil da Copa. Quando saiu o sorteio, o primeiro comentário geral foi: ‘sempre precisamos passar por isso’”, afirmou o goleiro Muslera.
O técnico Óscar Tabarez não deve poder contar com o atacante Luis Suárez no Castelão. O astro da equipe vem treinando normalmente durante a recuperação de cirurgia no joelho feita há 21 dias, mas deve ser poupado. Com Suárez de fora, Forlán deverá fazer dupla com Cavani.
Em sua quarta participação em Mundiais, a Costa Rica entra como azarão da chave e assume a condição.
“Está todo mundo falando das outras seleções do grupo. Olham para a gente como se fosse sorte nossa estar aqui, como se tivéssemos vindo para perder. Tudo bem, isso tira o peso e é bom para a gente. Eles que fiquem com toda a pressão”, afirmou o meia Bryan Ruiz, que defende o holandês PSV.
Sem principal astro, Colômbia busca autoafirmação
Em campo, está Colômbia contra Grécia, na abertura do Grupo C da Copa do Mundo, no Mineirão. Cabeça-de-chave, a equipe sul-americana tenta se autoafirmar como concorrente ao título mesmo sem seu principal astro, o atacante Falcao García.
Ele acabou cortado da lista final da Colômbia porque não se recuperou totalmente de uma lesão nos ligamentos do joelho esquerdo, ocorrida em janeiro, quando atuava pelo Monaco, seu time na França.
Fora do Mundial desde 1998, os colombianos terão que superar a defesa grega na estreia. Com duas participações em Copas - 1994 e 2010 -, a Grécia nunca avançou à fase eliminatória, mas pretende surpreender a favorita Colômbia.
Dois lados
Com estilos de jogo diferentes, as seleções do Japão e da Costa do Marfim também se enfrentam hoje, mas às 22h, na Arena Pernambuco, em Recife, pelo Grupo C da Copa. Enquanto os asiáticos têm jogadores leves e velozes, os africanos têm força física e poder de decisão.
Liderados pelo veterano Didier Drogba, 36 anos, do Galatassaray, a seleção africana tenta passar pela primeira vez para as oitavas de final. Nas Eliminatórias, o time ficou em primeiro lugar em seu grupo e venceu o Senegal na fase decisiva. Foram cinco vitórias, três empates e nenhuma derrota. Os Elefantes, como são conhecidos, têm uma seleção com vários jogadores que atuam no futebol europeu. No ataque, além de Drogba, Gervinho, da Roma, é destaque. O time, porém, deverá ter um desfalque importante na estreia. O volante Yayá Touré, 31, do Manchester City, é dúvida. Ele ainda se recupera de um problema que sofreu no quadril em abril.
O Japão chega embalado para a Copa do Mundo. Foi campeão da Copa da Ásia em 2011 e terminou as Eliminatórias em primeiro lugar em seu grupo. Foram oito vitórias, três empates e três derrotas.
No ano passado conseguiram um empate por 2 a 2 com a Holanda, vice-campeã da última Copa, e venceram a Bélgica por 3 a 2 em Bruxelas. Neste ano, venceram os quatro amistosos preparatórios para o Mundial. Passaram por Nova Zelândia, Chipre, Costa Rica e Zâmbia.
Metade dos convocados joga no Exterior, com destaque para os meias Honda, 27, do Milan, e Kagawa, 25, do Manchester United. O italiano Alberto Zaccheroni dirige o time desde agosto de 2010.
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