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Com cheias, Sul tem toque de recolher


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Com as fortes chuvas que atingem o Sul há uma semana, moradores enfrentam toque de recolher e montam acampamentos contra saques.

 

Em Foz do Iguaçu, um dos principais destinos turísticos do País, a passarela que dá vista para as cataratas teve de ser interditada em plena Copa.

 

Só no Paraná, os prejuízos são estimados em R$ 1 bilhão pela Defesa Civil. E a previsão é de mais chuva para hoje, o que eleva o risco de novas inundações.

 

Em União da Vitória, um dos municípios que decretaram calamidade pública, moradores acampam em frente às casas de dia como prevenção a eventuais saques e estão proibidos de ir às ruas após as 20h.

 

A medida vale apenas para as áreas alagadas. E não são poucas: até hoje, cerca de 40% da zona urbana ainda estava debaixo d’água, segundo a prefeitura.

 

O decreto do toque de recolher foi assinado pelo prefeito Pedro Ilkiv para evitar roubos e garantir a segurança da população. Nesta semana, um jovem se afogou ao tentar atravessar uma área alagada, conforme a Defesa Civil.

 

Ao todo, 193 cidades foram atingidas pelas chuvas no Paraná e em Santa Catarina. Treze pessoas morreram.

 

Nesta sexta-feira (13), o governo do Paraná reconheceu mais 17 municípios em situação de emergência, totalizando 147. Ao todo, 32.374 pessoas permanecem na casa de parentes e amigos e 4.448 estão em abrigos.

 

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