O trauma do Maracanazo persiste por 64 anos mesmo após sucessos da seleção no estádio que tem pouco de sua arquitetura original. Neste domingo (15), o Maracanã está recebendo mais uma vez um jogo de Copa do Mundo, em busca da redenção final. Estão em campo Argentina e Bósnia.
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Reuters |
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Neste domingo (15), o Maracanã recebe mais uma vez um jogo de Copa do Mundo, em busca da redenção final |
O temor de nova derrota ocorreu em ao menos duas finais já disputadas pela seleção no estádio.
Uma contra o próprio Uruguai, em 1989, na Copa América, e contra a Espanha, no ano passado, na Copa das Confederações. Todas superadas.
Além das vitórias, o estádio passou por várias reformas. Em 2000, o concreto das arquibancadas recebeu cadeiras coloridas para o Mundial Interclubes da Fifa.
A geral, onde os torcedores assistiam às partidas em pé, acabou em 2005, nas obras para o Pan de 2007.
Essas duas intervenções custaram cerca de R$ 410 milhões, mas não adaptaram o estádio para a Copa.
Inaugurado em 1950 para 200 mil pessoas, o novo Maracanã agora tem capacidade para 76 mil, após reforma que custou R$ 1,2 bilhão.
Resta pouco do estádio que testemunhou a derrota por 2 a 1 para o Uruguai na Copa de 1950. Apenas a fachada, colunas estruturais e parte do anel superior da arquibancada mantém o mesmo material original.
Essas estruturas também testemunharam a redenção do Brasil na vitória por 1 a 0 contra o Uruguai em 1989 –no mesmo 16 de julho do Maracanazo– na conquista da Copa América de 1989.
Na fase final, o Brasil também venceu, por 2 a 0, a Argentina, candidata a algoz de um possível novo Maracanazo.
A vitória por 3 a 0 sobre a Espanha, no ano passado, foi a primeira taça de competição mundial levantada pela seleção no estádio.
Mas o trauma ainda permanece e só poderá ser desfeito no dia 13 de julho, na final da Copa deste ano.
