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No Judiciário, 84,5% dos juízes se dizem brancos e 1,4% negros, aponta censo CNJ

Por Severino Motta | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Os números foram revelados na sessão do CNJ de ontem e serão usados para subsidiar o debate sobre a necessidade de se implementar uma política de cotas para o ingresso na magistratura.

Ao todos, foram ouvidos 10,7 mil dos 16,8 mil magistrados em atividade no País. A pesquisa foi realizada entre os dias 4 de novembro e 20 de dezembro de 2013.

Além do indicativo racial, o Censo do Judiciário também revelou que 64% dos magistrados são do sexo masculino. Os homens ainda ocupam 82% das vagas dos tribunais superiores.

Entre as mulheres, 30,2% dizem que já sofreram algum tipo de reação negativa por parte de outros profissionais do Judiciário pelo fato de pertencerem ao sexo feminino.

O Censo também mostrou que 90,1% dos magistrados são associados a entidades classistas, 91,8% estão satisfeito com a escolha que fizeram de se tornar juízes e 72,5% acreditam que a adoção de metas de produtividade é algo positivo para a sociedade.

Em relação a salário, 27,8% disseram estar está satisfeitos com sua remuneração. Além de juízes, o Censo ouviu 170,7 mil servidores do universo de 285,3 mil. Entre eles, 69,1% se dizem brancos, 24,7% pardos, 4,1% negros e 1,9% amarelos.

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