Resultados positivos do mercado de trabalho - aumento da renda e das pessoas ocupadas - são os poucos indicadores econômicos que estão afastando o risco de uma recessão no país.
Índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com o instituto americano The Conference Board mostra que, entre 14 termômetros da economia brasileira, só os dois seguiram em tendência positiva desde dezembro até o mês passado. Em maio, houve contribuição adicional dos termos de troca (relação entre os preços de exportações e importações).
Com isso, segundo o economista Paulo Picchetti, da FGV, o risco de ter havido uma recessão no mês passado foi de 12%, o que é baixo.
Entre os demais indicadores monitorados, sete recuaram em maio ante abril, com destaque para a confiança de empresários e consumidores.
Picchetti observa que os indicadores sobre o futuro estão piores do que os que retratam o presente - que, no conjunto, estão estáveis. Isso indica uma economia estagnada, porém sem risco de recessão.