Reuters |
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Torcedores chilenos são escortados pela polícia depois de dezenas deles quebrarem um portão para invadir o estádio |
Ao menos 200 torcedores invadiram correndo o Centro de Mídia da Fifa no Maracanã, estádio onde acontece na tarde desta quarta-feira (18) o jogo entre Espanha e Chile, pela segunda rodada da Copa do Mundo. Quase todos vestidos com camisas da seleção chilena, os invasores passaram correndo pela entrada com detectores de metal. E invadiram, a seguir, o espaço exclusivo para os cerca de 800 jornalistas que trabalham no local.
Sem saber para onde ir, eles corriam para todos os lados. Em pelo menos três pontos, paredes de metal foram derrubadas sobre os equipamentos. O esquema de segurança do local foi insuficiente para conter os invasores. Depois, porém, os seguranças privados contratados pela Fifa conseguiram controlar parte da confusão.
Um invasor que se identificou como Milton Duran, de 34 anos, afirmou que o grupo decidiu pela invasão ao estádio por não ter ingressos para o jogo entre Espanha e Chile. "Estamos dispostos a pagar R$ 1.000 cada ingresso, mas não conseguimos. Decidimos, então, invadir", disse ele.
Fifa
Em nota oficial, a Fifa informou que 85 pessoas foram detidas pela Polícia Militar.
Segundo a Fifa, o objetivo dos invasores era chegar às arquibancadas do estádio, porque estavam sem ingressos e queriam ver a partida entre Espanha e Chile. "Um grupo de pessoas sem ingressos forçou de forma violenta a entrada no estádio, quebrando cercas e passando pela segurança. Eles foram contidos pela segurança militar e não chegaram aos assentos", diz a nota da entidade.
"Os organizadores da Copa do Mundo da Fifa condenam esses atos de violência e darão mais informações e medidas a serem tomadas em breve", diz outro trecho da nota da entidade.
