Internacional

Iraque pede que EUA bombardeiem


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O ministro iraquiano das Relações Exteriores, Hoshyar Zebari, anunciou ontem que Bagdá pediu para os EUA realizarem ataques aéreos contra o grupo radical sunita Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL).

“O Iraque pediu oficialmente ajuda a Washington em virtude do acordo de segurança (com os EUA) para realizar ataques aéreos contra os grupos jihadistas”, declarou Zebari a jornalistas em Jidda, na Arábia Saudita.

O EIIL tomou diversas cidades iraquianas nas últimas semanas e avança rumo a Bagdá. O objetivo dos extremistas é estabelecer um califado islâmico no Iraque e na região do Levante (que toma territórios de Síria e Líbano).

A Casa Branca disse que o presidente Barack Obama vai conversar com líderes do Congresso antes de tomar uma decisão sobre um possível ataque.

“É do interesse da nossa segurança nacional atacar o EIIL onde os encontrarmos”, disse o general americano Martin Dempsey durante uma audiência no Senado sobre o Iraque.

Confronto

O jornal americano “The New York Times” afirmou ontem que os insurgentes tomaram o controle da principal refinaria de petróleo do país, em Baiji, na província de Saladino. O Exército iraquiano negou a informação.

Os combates em torno do prédio já duravam dias, e os empregados estrangeiros deixaram o local. A segurança foi reforçada em outras refinarias do país.

Em discurso à nação, o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, afirmou que suas tropas só sofreram “um revés, mas não uma derrota”. As forças de segurança iraquianas disseram que pretendem libertar hoje a cidade xiita de Tal Afar, sob controle insurgente. Outras tropas seguem para Mossul, segunda maior cidade do país, também nas mãos do EIIL.

A Arábia Saudita advertiu para o risco de uma guerra civil.

Sequestro

A Índia informou que 40 trabalhadores indianos do setor da construção foram sequestrados na cidade iraquiana de Mosul, que está nas mãos de militantes sunitas, mas nenhum pedido de resgate foi recebido e seu paradeiro é desconhecido,


Irã diz que defenderá santuários xiitas

O Irã não vai hesitar em defender os locais sagrados dos muçulmanos xiitas no vizinho Iraque contra “assassinos e terroristas”, disse o presidente iraniano, Hassan Rouhani, ontem, depois de rápidos avanços dos militantes sunitas no território iraquiano na semana passada. Falando ao vivo na televisão, Rouhani afirmou que muitas pessoas se apresentaram para ir ao Iraque defender os santuários e “colocar os terroristas em seu lugar”. Ele acrescentou que os combatentes veteranos das comunidades iraquianas sunitas, xiita e curda estão também “prontos para o sacrifício” contra essas forças militantes. “No que se refere aos lugares sagrados xiitas em Karbala, Najaf, Khadhimiya e Samara, nós anunciamos aos assassinos e terroristas que a grande nação iraniana não vai hesitar em proteger santuários”, disse ele, falando a uma multidão durante uma visita à província ocidental de Lorestan. 

 

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