Apaixonado que sou pelo idioma português (de longe o mais difícil dos outros quatro que domino), procuro empregá-lo com amor e respeito fidagal em uma terra onde teimam em assassiná-lo gramaticalmente de todas as formas e maneiras, inclusive por aquela senhoura iletrada-disléxica com síndrome de digressão que teima por força de uma lei estúpida e vazia, estuprar a lingua pátria em nome de um feminismo tosco e grosseiramente ideológico.
Vaias para ela!
Gostaria de saber aonde o leitor Luis Alberto Coradi achou estes léxicos atualizados que permitiriam a flexibilização de gênero para a palavra ?presidente? que a ignóbil senhora, que tristemente nos preside, insiste em assim ser tratada como "presidanta"?
Eu os desconheço a não ser por um, de 1899, desatualizado, e que permitiria tal termo que sim, de fato, paradoxalmente, existe no V.O.L.P. (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), mas que se pede para não ser empregado em nome do bom tom e da boa educação, a não ser que o desejo do emissor seja exatamente este, o de ridicularizar sendo incorreto a outrem, e eis aí onde reside o motivo para lá ele existir.
Até onde sei , até mesmo a liberal equipe que atualiza o dicionários Aulete diz que os substantivos e adjetivos de dois gêneros terminativos em "ente" não podem apresentar tal flexão de gênero com terminância em "a" sob pena que, caso isto fosse possível, por coerência gramatical, que é a base da concordância dos termos, teríamos de dizer igualmente "a sra. presidanta está contenta" ou para o caso do gênero masculino, ?o sr. presidente está contento?.
A continuar assim, cotidianamente o emprego errôneo de idioma tão belo como este o nosso (classificado como de "defêso" pelos romanos antigos dada a sua complexidade diante da impossibilidade de bem compreender o que dois lusos diziam entre sí), uma vez que o uso é o senhor da língua, em breve diante desta excrescência gramatical advinda de um ser que sequer consegue bem finalizar frases simples sem tropeçar no plural mais comezinho, teremos gentes falando ?sargenta?, ?generala?, ?atendenta?, ?gerenta", ?fiscala? etc.
Usar corretamente o emprego de gênero para bem nomear de "presidentE" a Chefe do Executivo nacional não significa ou implica em rebaixamento ou demérito da condição feminina e seus inegáveis direitos!
O contrário, aí sim, torna-se apenas e tão somente a esgrimir a própria ignorância bocó e estupidez militante nestes tristes tempos onde uma bunda e um tambor substituem o escondido e desperdiçado cérebro, por vezes também afogado na mais mofada ideologia.
Paulo Boccato