Política

Informatização da saúde chega a 50%


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Levantamento do ano passado aponta que metade dos domicílios da região Sudeste do País possui acesso à internet. Os computadores estão disponíveis há 30 anos. A rede municipal de Saúde, por outro lado, ainda é dependente do papel para registro e controle de procedimentos. O secretário Fernando Monti garante, porém, que a informatização plena será possível ao longo do segundo semestre e que metade das providências necessárias já foram tomadas.

 

Apesar de ter sido enfaticamente cobrada desde o início da primeira gestão Rodrigo Agostinho (PMDB), a informatização da rede vem apenas na sexto ano de administração do prefeito. Monti explica que dificuldades orçamentárias emperraram o processo. “Sempre tivemos muito empenho para sair. Nas pesquisas que fizemos, a implantação de um sistema custaria R$ 5 milhões”.

 

O secretário diz que a informatização será possível graças à disponibilização gratuita do sistema e-SUS pelo Ministério da Saúde. Fernando conta que a versão mais atualizada do programa já foi instalada em boa parte das unidades municipais. “Toda a parte de máquina já foi implantada. Onde há o software, já estão sendo emitidos os relatórios de produção. Se fosse uma régua, diria que a informatização chegou em 50%”.

 

Monti afirma que os profissionais da secretaria já estão sendo treinados. Bauru, segundo ele, entrou no primeiro bloco de municípios na política de formação do ministério. “Isso aconteceria mais tarde aqui na cidade. Uma ação minha viabilizou a antecipação”, pontua.

 

Segundo Fernando, a informatização será ampliada em toda a rede municipal, inclusive nas unidades de urgência e emergência e de saúde mental.

 

Resultados

 

Apesar de já apresentar resultados internamente, os passos dados rumo à informatização da rede ainda não foram sentidos pelos pacientes. Quando implantado efetivamente, será abolida, por exemplo, a identificação no balcão com preenchimentos de dados à mão por servidores.

 

“Todos os dados estarão relacionados ao cartão nacional da Saúde. Com um clique, virão todas as informações dos usuários. Isso, com certeza, vai proporcionar mais agilidade aos atendimentos”, elenca Monti.

 

Para isso, porém, o Ministério da Saúde precisa finalizar a revisão e “higienização” desses cadastros. “Tem gente em Bauru que, hoje, tem sete cartões. Essas questões precisam ser resolvidas e isso deve ocorrer até o mês de agosto.

 

O secretário explica que a informatização também vai colaborar para que os profissionais saibam do histórico da saúde dos funcionários. “Terão todas as informações em uma tela. 

 

Interação

 

O secretário Fernando Monti afirma que, além do e-SUS, está em fase de implantação na rede um software desenvolvido pelo governo do Estado de São Paulo, que promoverá a integração entre o município e a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross). “Não haverá mais intermediação para o agendamento de exames e consultas em especialidades, que seriam marcadas diretamente”, explica o gestor municipal. A parceria já foi autorizada na esfera estadual e a prefeitura aguarda a visita de um grupo de técnicos para discutir as etapas necessárias para a implantação do programa. Existe, atualmente, a demanda de 40 mil procedimentos ambulatoriais, de acordo com a Prefeitura de Bauru.

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