Internacional

Insurgentes iraquianos fazem execuções, tomam cidades e militares recuam

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Insurgentes mataram 21 líderes locais em dois dias de violência nas cidades de Rawa e Aana, no oeste do Iraque, segundo fontes oficiais e médicas. Vários foram mortos no sábado (21), quando os insurgentes tomaram as cidades, e os outros foram executados no domingo. Os jihadistas já controlam boa parte do centro e do norte do Iraque. 

 

Com a escalada da violência, forças iraquianas fizeram uma retirada “tática” de três cidades da região, segundo um porta-voz dos serviços de seguranças. “As unidades militares se retiraram (de Al Waim, de Rawa e de Aana) para se reorganizar”, disse o general Qasem Atta. No dia anterior, testemunhas informaram que os insurgentes haviam tomado Al Qaim e seu posto de fronteira com a Síria. 

 

Visita americana

 

A insurgência está consolidando suas posições no momento em que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visita o país para solicitar aos dirigentes políticos que suspendam as divergências sectárias. 

 

Embora não peçam a saída do dirigente xiita do Iraque, Nuri al-Maliki, os EUA não escondem sua desaprovação do líder, acusado de intensificar as divisões entre facções religiosas. 

 

Os Estados Unidos avaliam que tamanho de intervenção é conveniente e enfrentam protestos contra uma nova guerra do Iraque. Enquanto isso, o Reino Unido ofereceu ajuda ao país no ataque aos radicais islâmicos, caso ocorra. 

 

Obama, que ordenou a retirada das tropas norte-americanas do Iraque em 2011, anunciou nesta semana que enviará 300 consultores militares dos EUA para ajudar na luta contra a ofensiva violenta dos insurgentes sunitas do Estado Islâmico no Iraque e Levante (EIIL) no noroeste do país.

 

EUA esperam que Iraque escolha liderança inclusiva, afirma Kerry

 

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarou em visita ao Egito ontem que os Estados Unidos são favoráveis a que o povo iraquiano escolha uma liderança preparada para representar toda a população do país. 

 

Segundo o secretário, os curdos, os sunitas e parcela dos xiitas já demonstraram insatisfação com os líderes políticos atuais. Citou também o aiatolá Ali al-Sistani, influente líder espiritual do país, que já deu declarações sobre a necessidade de se evitar repetir erros do passado no Iraque. 

 

Porém, Kerry não mencionou nominalmente o atual primeiro-ministro, Nuri Kamal al-Maliki, em nenhum momento de seu discurso. 

 

O americano reiterou, contudo, que a posição formal de Washington é a de não interferir na escolha de lideranças em Bagdá. 

 

Kerry fez as declarações em conferência após encontro com o presidente egípcio, Abdel-Fattah al-Sisi, no Cairo. Ele está no Egito como primeira parada de um roteiro pelo Oriente Médio, durante o qual espera-se que ele visite o Iraque. 

 

Comentários

Comentários