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Motorista teme novo acidente envolvendo queda de árvore

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Há pouco mais de um mês, o corretor de imóveis Luiz Manoel Ilhesca, 52 anos, viu a morte de perto quando um eucalipto que estava com a base do caule queimada caiu sobre o veículo em que ele estava. Agora, uma outra árvore nas mesmas condições volta a ameaçar os motoristas em Bauru.

Traumatizado com o acidente que, por pouco, não tirou sua vida e de mais três pessoas que estavam no carro, Luiz procurou o Jornal da Cidade para alertar sobre o risco que esta nova árvore, localizada na estrada vicinal Elias Miguel Maluf, representa.

“Além de estar com a base queimada, ela cresceu naturalmente inclinada em direção à pista, o que agrava o risco de cair sobre qualquer veículo que estiver transitando pela estrada. Se ventar um pouco, o pior pode acontecer”, comenta.

Segundo Ilhesca, o incêndio foi registrado há cerca de dez dias e atingiu um barranco tomado por mato seco na altura do quilômetro 5,5 da vicinal que liga Bauru a Piratininga, onde está a árvore. Apesar do risco iminente, até o momento, nenhuma medida de precaução foi adotada pela prefeitura.

“Eu faço esse trajeto todos os dias, porque moro em Piratininga e trabalho em Bauru. Por isso, a vítima pode até ser eu, de novo, e ninguém toma uma atitude”, reclama. Procurado pela reportagem, o secretário municipal do Meio Ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, informou que uma equipe da pasta irá vistoriar o local ainda hoje para avaliar as condições em que a árvore se encontra.

“Iremos verificar se, de fato, há necessidade de suprimi-la”, pontua. No dia 11 de maio, a Saveiro com cabine estendida em que Ilhesca estava foi atingida por um eucalipto de mais de 20 metros de altura. Ele, assim como a namorada de 36 anos e os filhos, de 13 e 6 anos, foram feridos sem gravidade, já que o veículo foi atingido na parte dianteira.

O acidente ocorreu na quadra 10 da avenida Comendador José da Silva Martha, onde um incêndio havia sido provocado na véspera. Segundo informações de moradores, pessoas atearam fogo no tronco de três árvores na noite do dia 10 e as chamas foram debeladas pelo Corpo de Bombeiros.

A contenção do fogo, no entanto, não foi suficiente para evitar que um dos exemplares ruísse. Depois do acidente, os outros dois foram abatidos. Na mesma semana, laudo emitido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) constatou que o incêndio provocado na base da árvore pode ter contribuído para a queda.

Outro caso

Um outro morador entrou em contato com o JC para reclamar de uma árvore localizada na quadra 11 da rua Araújo Leite, que, segundo ele, também apresenta risco de queda. O homem, que preferiu não se identificar, informou que protocolou pedido de supressão junto à prefeitura no dia 11 de março e, até o momento, nenhuma solução foi apontada.

A reportagem esteve no local e notou que o caule da árvore está descascando, o que pode ser normal para algumas espécies. Aparentemente, o exemplar não sofre de qualquer outro problema evidente.

De qualquer maneira, a Semma se comprometeu a enviar um técnico habilitado para avaliar, também, a situação desta árvore ainda hoje. Irá verificar, ainda, qual o encaminhamento dado à queixa registrada há três meses pelo morador.

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