A história está repleta de nuances que nem sempre podemos compreender, pelo menos os leigos no assunto, mas somente sofredores. É o que acontece atualmente. Explico. Na edição de 13/6/14 (n. 2377), lemos a entrevista de Thomas Piketty, que respeitamos mas não concordamos, daí nosso desabafo. Quem leu "História da Riqueza do Homem", de Leo Huberman, ou vivencia nossa democracia capitalista, certamente concordará com meus pensamentos, discordando, evidentemente, dos prolegomenos de diferenciação tributária (para maior), em relação ao aumento patrimonial do empreendedor investidor, tributando-o exacerbadamente em relação aos seus excelentes rendimentos, comparando-os aos contribuintes que não se esforçam para alcançar melhor posição econômico-financeira.
O empreendedor arrisca para ter usufrutos, nem sempre saudáveis em rendimentos, como ocorreu recentemente com nossa Petrobras, que investiu milhões visando obter mais produtos e melhor rendimento para seu capital, com evidentes lucros pra seus acionistas. O investimento fracassou, ou foi mal direcionado. O prejuízo foi incalculável e só o tempo nos dirá quanto. Por isto pretender tributar as grandes fortunas por seus enormes rendimentos (desigualando a tributação) seria desestimular o empreendedorismo salutar e benfazejo pelos inúmeros resultados positivos que proporciona, inclusive ao governo, durante sua histórica trajetória tentando implantar novo empreendimento.
Haja vista que no Brasil há a pretensão de incentivar os pequenos empresários, facilitando-lhes a tributação na expectativa de seu desenvolvimento. Vamos repensar a matéria. Entendemos, data venia, diferentemente do consagrado Thomas Piketty e assim esperamos aconteça com os políticos brasileiros.
Itamir Crivelli