Polícia

Após reintegração, bombeiros controlam novo incêndio

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Éder Azevedo

A Polícia Civil investiga as causas do incêndio e os possíveis autores, já que essa seria a 6ª  vez que a fazenda sofreria este tipo de ataque

Cerca de 90 homens da Polícia Militar  (PM) auxiliaram oficiais de justiça no cumprimento de um mandado de reintegração de posse em favor da fazenda Santo Antônio, na manhã desta terça-feira. A propriedade, conforme o JC noticiou, está ocupada há 40 dias por dezenas de acampados que se intitulam como de um movimento sem bandeira formado por famílias de Bauru e região.

Neste momento, o grupo ateou fogo em mais uma área, que fica próximo a uma granja em uma propriedade rural vizinha. A equipe do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Rodoviária permanecem no local, para controlar a situação.

Douglas Reis

Bairros da região leste e nordeste da cidade, como Vila São Paulo, Pousada da Esperança, Mary Dota, entre outros, sofrem  com a propagação da fumaça

Muita fumaça

Desde ontem, o Corpo de Bombeiros luta para conter focos de incêndio nas imediações da fazenda, que possui aproximadamente 600 alqueires.

Dois caminhões tanques da corporação estiveram no local  com apoio de uma aeronave (um avião Tractor) da Defesa Civil do Estado e do Helicóptero Águia da Polícia Militar, para contenção do fogo, que se espalha em meio ao mato seco a medida da direção e velocidade do vento. Vale lembrar, que como o terreno é acidentado, os caminhões têm dificuldade de chegar até os focos de incêndio, que nesta manhã totalizavam quase 10.

Por conta do incêndio, alguns bairros da região leste e nordeste da cidade, como Vila São Paulo, Pousada da Esperança, Mary Dota, entre outros, sofrem  com a propagação da fumaça, que pode ser observada encobrindo a cidade desde a comandante Cezário José de Castilho (Bauru-Iacanga) até a rodovia Marechal Rondon.

Portanto, é preciso que os motoristas redobrem a atenção nos trechos por conta da visibilidade prejudicada.

A Polícia Civil investiga as causas do incêndio e os possíveis autores, já que essa seria a 6ª que a fazenda sofreria este tipo de ataque.

Ocupações e incêndios

A primeira ocupação da fazenda Santo Antônio neste ano ocorreu no dia 21 de março. O grupo ficou instalado no local por 34 dias até a reintegração de posse.

No mesmo dia, um incêndio com autoria desconhecida queimou cerca de 15 alqueires da propriedade. Na tarde de 6 de maio, novo incêndio atingiu o local e queimou mais seis hectares. Um terceiro incêndio ocorreu três dias depois, quando outra área de mais sete hectares foi consumida pelo fogo.

Em 15 de maio, a fazenda voltou a ser ocupada por um grupo que se intitula acampamento Sem-Limites, que chegaria a 200 famílias. Um mandando de reintegração de posse foi expedido pela Justiça, mas segundo a advogada do grupo Mondelli (dono da área), Silva Vaz, os representantes aguardam um posicionamento por parte da Polícia Militar para poder agendar uma data de retirada.

Ao JC, o relações públicas interino do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I), capitão Juliano Loureiro, disse que aguarda posicionamento do Estado e que, por conta da demanda da Copa, a reintegração provavelmente seja cumprida após o campeonato mundial.

Anteontem à noite, o fogo atingiu novamente a Fazenda Santo Antônio, queimando uma área com mato de, aproximadamente, dois quilômetros. O foco deste incêndio ainda é alvo de uma operação dos Bombeiros nesta manhã.

Éder Azevedo

Desde ontem, o Corpo de Bombeiros luta para conter focos de incêndio nas imediações da fazenda, que possui aproximadamente 600 alqueires

 

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