Na reta final para definir as coligações, o comando do PT autorizou ontem alianças polêmicas e decidiu intervir em três Estados (Paraíba, Amazonas e Rondônia) para reforçar a campanha de Dilma Rousseff.
A Executiva Nacional do PT liberou o diretório do Amapá para integrar a chapa de reeleição do governador Camilo Capiberibe (PSB) após o governador enviar carta prometendo neutralidade no 1.º turno da eleição presidencial. Capiberibe é aliado do presidenciável Eduardo Campos (PSB), que terá sua campanha enfraquecida no Estado.
No texto, o governador do Amapá disse que ficará neutro e, num eventual 2.º turno sem Campos, apoiará o PT. Nas redes sociais, Capiberibe tem destacado nos últimos dias sua parceria com Dilma.
“O PSB vai ter palanque para Campos, e o PT vai ter palanque para Dilma. Quem não vai estar nem em um nem em outro sou eu”, afirmou Capiberibe. Ele disse que foi “surpreendido” pela decisão do PT, mas que a aliança foi conversada e estimulada por Campos: “Ele é conhecedor da minha posição e das dificuldades de fazer aliança”.
A vaga ao Senado ficará com Dora Nascimento (PT).
A decisão do PT foi tomada dias após o senador José Sarney (PMDB-AP) anunciar que não tentará a reeleição. Com isso, o PT desistiu de apoiar o ex-governador Valdez Góes (PDT), aliado de Sarney e adversário de Capiberibe.
O presidente do PT, Rui Falcão, admitiu que a aposentadoria de Sarney pesou na decisão.