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David Luiz não faz treino completo e é dúvida para jogo

Agência Estado
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O zagueiro David Luiz é dúvida para a partida da seleção brasileira neste sábado, contra o Chile, no Mineirão, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, a partir das 13h. Ele passou por exames ontem, acenou para indicar que está bem, mas a dúvida segue.

Antes, participou apenas de uma parte do treino realizado nesta sexta-feira no Sesc Venda Nova, em Belo Horizonte - cobranças de pênalti e treinamento tático - e sua presença diante dos chilenos não está garantida. O titular da zaga do Brasil reclama de uma lombalgia.

Rafael Ribeiro/CBF

David Luiz reclama de fortes dores na região lombar e passa ser dúvida para duelo contra o Chile amanhã

O último treino preparatório para o jogo com os chilenos foi fechado. A imprensa só teve acesso à fase final, quando os jogadores realizaram o tradicional rachão de véspera de partida. Enquanto seus companheiros faziam a descontraída atividade, o goleiro Julio Cesar treinava saídas de gol separadamente. Depois, porém, ele também entrou no rachão.


David Luiz sentiu dores nas costas durante o treino de quinta-feira, realizado ainda na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Saiu antes do final da atividade. Logo depois, a CBF informou que o caso não era grave. Se ele não puder enfrentar os chilenos na partida marcada para as 13 horas deste sábado, no Mineirão, Dante deverá entrar na zaga ao lado do capitão Thiago Silva.


O treino no Sesc Venda Nova teve início às 13 horas, mas os jornalistas só tiveram acesso ao interior do clube 1 hora depois Por cerca de 30 minutos, puderam assistir ao rachão - depois, Daniel Alves e Neymar cobraram algumas faltas com o goleiro reserva Jefferson no gol.


Como sempre ocorre nos treinamentos da seleção, dezenas de torcedores se aglomeraram nas três entradas do Sesc Venda Nova, na esperança de ter acesso aos jogadores. Os gritos de "libera, libera", no entanto, não foram atendidos.


Na pressão

Rafael Ribeiro/CBF

Se David Luiz virou dúvida para o embate contra o Chile, seu parceiro de zaga e capitão Thiago Silva está confirmado para amanhã

Se David Luiz virou dúvida para o embate contra o Chile, seu parceiro de zaga e capitão Thiago Silva está confirmado para amanhã. Entretanto, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, Thiago comentou soubre a pressão que vem sendo disputar uma Copa no Brasil.

A estreia na Copa do Mundo já passou e a presença em uma final, em que os jogadores poderiam realizar o sonho de conquistar o título, ainda depende de três vitórias, mas parece ser nítido que a seleção ainda não conseguiu se desvencilhar da pressão de disputar o torneio no Brasil e ter que vencê-lo. Foi o que admitiu o zagueiro e capitão Thiago Silva nesta sexta-feira, na véspera do duelo com o Chile, no Mineirão, pelas oitavas de final do Mundial.


"Desligar é impossível. Não tenho esse botão, o pensamento é constante, mesmo um ano antes da Copa, quando estava no Paris Saint-Germain. Já pensava na seleção, em um Mundial no nosso País. Falei com Felipão como é difícil, mas tenho que controlar a ansiedade e o nervosismo. Na estreia, eu nem parecia o Thiago. É inevitável, acontece sem querer", disse Thiago Silva, que declarou que estava parando de falar para não chorar e também admitindo que a pressão interferiu no seu desempenho no jogo de abertura da Copa - a vitória por 3 a 1 sobre a Croácia.


Conhecedor do grupo que está sob o seu comando, Felipão admitiu o risco de queda no confronto com o Chile. O treinador, porém, também destacou que a "vida segue" em caso de derrota e que ela não poderá ser encarada como um fracasso insuperável. O discurso, então, seguiu linha diferente do adotado pela seleção em outros momentos, quando a equipe assumiu a condição de favorita e até a obrigação de ser campeã.


"Se eles forem melhores, não podemos ficar com a cabeça baixa. Não adianta nada ficarmos com a cabeça baixa e nos jogarmos em um poço. Se a gente fizer um trabalho normal, com tudo que temos e perdemos, temos que valorizar o adversário. Não queremos perder, mas temos que seguir em frente", disse.

 

Riscos

O treinador da seleção destacou que o Brasil estará sob risco constante de ver o seu sonho de conquistar o hexacampeonato mundial encerrado até disputar a decisão do torneio. "Vamos correr riscos até a final, se chegarmos lá. É do torneio, eles sabem disso, trabalhamos muito com isso na cabeça dos jogadores. São 90 minutos que podem decidir. Claro que não ficaremos orgulhosos se não seguirmos em frente", comentou.


E, tentando minimizar a pressão imposta pelo duelo com o Chile, lembrou que a seleção poderia estar fora da Copa se tivesse perdido a partida contra Camarões, na última segunda-feira, na rodada final do Grupo A, que acabou sendo vencida por 4 a 1. "Jogamos a classificação contra Camarões", destacou.


Mas preocupado em evitar que o Brasil volte a fracassar no objetivo de ser campeão mundial atuando em casa, como aconteceu em 1950, Felipão vem trabalhando o lado psicológico dos jogadores para deixá-los menos pressionados para o confronto deste sábado com o Chile.


"Na maioria das competições que participei, quase 60% tinha mata-mata. Aí temos nossas estratégias, muitas vezes acelera, monta uma ideia sobre o adversário. Outras vezes, dependendo do grupo, tira um pouco da pressão. Depende de como está jogando, do momento de cada um, o que temos feito é valorizar o nosso potencial com o que temos para passar do Chile", concluiu.

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Scolari, ao lado do capitão Thiago Silva, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, em Belo Horizonte

 

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