Internacional

Iraque: grupo acusa execuções em massa

Por Costas Pitas | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Fotografias e imagens de satélites indicam que insurgentes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) realizaram execuções em massa na cidade de Tikrit, norte do país, disse a ONG de direitos humanos Human Rights Watch ontem.

O EIIL, composto de radicais islâmicos que querem recriar califados medievais do Iraque até a Síria, avançaram sobre grande parte do norte do Iraque quase sem resistência, tomando cidades como Mosul e Tikrit, assumindo controle de postos de fronteira e se aproximando a uma distância de cerca de 100 quilômetros da Capital, Bagdá.

O Human Rights Watch (HRW) disse que entre 160 e 190 homens foram mortos em pelo menos dois lugares dentro e ao redor de Tikrit - cidade-natal do antigo ditador iraquiano Saddam Hussein - entre 11 e 14 de junho.

A entidade afirmou ainda que o total de mortos pode ser muito maior, e que a dificuldade de localizar os corpos e chegar ao local não permitiram uma investigação completa.

Fotos publicadas no website do HRW mostram uma fileira de homens com a cabeça para baixo em trincheiras sendo baleados por um grupo de homens. “As fotos e imagens de satélite de Tikrit fornecem forte evidência de um terrível crime de guerra que precisa de mais investigação”, disse o diretor de emergências do Human Rights Watch, Peter Bouckaert, em um comunicado. Não foi imediatamente possível obter comentários do EIIL.

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse na terça-feira que pelo menos 1.000 pessoas, a maioria civis, haviam sido mortas e um número equivalente ficou ferido em combate e outras formas de violência no Iraque em junho, à medida que o EIIL avançava pelo norte.


Acordo até terça

A maior autoridade xiita do Iraque, o grão-aiatolá Ali al-Sistani, o mais influente clérigo da seita majoritária no país, pediu ontem que os blocos políticos do Iraque cheguem a um acordo para a escolha do primeiro-ministro do próximo governo, presidente e presidente do Parlamento, antes de o Parlamento se reunir.

Ele disse que depois do decreto presidencial para a convocação do novo Parlamento na terça-feira, “o que é exigido dos blocos políticos é chegar a acordo sobre as três presidências nos dias restantes até essa data”, referindo-se aos cargos de primeiro-ministro, presidente e presidente do Parlamento.

Em um discurso semelhante na semana passada, ele afirmou que um novo Parlamento deveria começar a trabalhar e iniciar o processo de formação de um novo governo o mais rápido possível.

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