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PSD de Kassab abandona Alckmin e fecha aliança com Skaf em São Paulo

Por Paulo Gama, Bernardo Mello Franco e Gabriela Terenzi | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab decidiu, em reunião ontem, apoiar o candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf.

A decisão frustra o PSDB do governador Geraldo Alckmin, que chegou a dar como acertada a aliança com o partido do ex-prefeito.

Agora, o PSD ampliará em cerca de 1m15s o tempo de Skaf em cada bloco de propaganda na TV - com duração de 25 minutos. Ao todo, Skaf terá 5min46s. O tempo oficial ainda será calculado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O peemedebista aparece em segundo lugar na pesquisa Datafolha divulgada no dia 7 de junho, atrás do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 44%, e a frente do petista Alexandre Padilha, em terceiro com 3% das intenções de voto.

“Temos certeza que com nosso apoio o Skaf vai para o segundo turno”, disse o ministro Afif Domingos (Micro e Pequena Empresa), um dos principais dirigentes do PSD.

A decisão do PSD abre caminho para o ex-governador José Serra (PSDB) ser o candidato ao Senado na chapa de Alckmin. A vaga estava bastante disputada e chegou a gerar uma divergência entre os líderes tucanos.

O governador havia oferecido a vaga a Kassab. O ex-prefeito, no entanto, estava contrariado por ter perdido a vaga de vice de Alckmin para o PSB do presidenciável Eduardo Campos.

Tal decisão também encerra a possibilidade do PSD lançar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao governo de São Paulo, como havia sido divulgado por Kassab antes da convenção nacional do PT.

“Após meses de trabalho junto aos companheiros do partido, junto à executiva e os parlamentares, nós acabamos chegando à definição de uma aliança com o PMDB por entendermos que essa aliança com o Paulo Skaf representa melhor as expectativas do partido em relação a um projeto para os próximos quatro anos no Estado”, disse Kassab.

O ex-prefeito de São Paulo diz ter agradecido aos representantes do PT e do PSDB em São Paulo pelos convites para integrar suas chapas. Kassab vinha negociando com as duas siglas nos últimos meses, além de divulgar a possibilidade de lançar uma chapa do próprio PSD ao governo.

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