Logo depois do término do jogo da Seleção contra o Chile, um idoso de 70 anos foi atacado por dois pitbulls, pertencentes ao sobrinho dele, dentro da própria residência, localizada na quadra 2 da rua Américo Bertoni, no Jardim Vânia Maria, região do Altos do Jardim Bela Vista, em Bauru. Ele estava sozinho em casa, mas os vizinhos o ajudaram a escapar antes da chegada da Polícia Militar (PM), que comunicou que o homem foi encaminhado consciente ao Pronto-Socorro Central (PSC).
De acordo com informações da PM, os portões da casa da vítima estavam trancados. O ataque ocorreu na garagem da residência, área visível para quem passa pela rua. E foi isso que ajudou. No momento da agressão, os vizinhos perceberam, arrombaram um dos portões, afastaram os cães a pauladas e conseguiram salvar o idoso. Ele foi encaminhado ao PSC por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionada pelos vizinhos, que também comunicaram a polícia.
Para os militares que atenderam a ocorrência, os cães estariam agitados por conta dos fogos de artifício, utilizados para comemorar a vitória da Seleção contra o Chile. O idoso apresentou ferimentos expostos nos braços, abdômen e pernas. Segundo a polícia, ele só conseguiu escapar da morte porque não caiu ao chão, impedindo que os cães chegassem até a região do pescoço e cabeça. De acordo com informações do PSC, o homem passaria por uma tomografia e permaneceria em observação no Pronto-Socorro.
Os cães estão trancados dentro da residência da vítima, que divide um terreno com o sobrinho, proprietário dos animais. Depois do acidente, uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) foi até o endereço para resgatar os cães, mas o dono impediu que o serviço fosse feito. Segundo a polícia, uma equipe do órgão ficou de monitorar o caso. Os familiares não quiseram conceder entrevista, mas reiteraram que não deixariam que levassem os pitbulls. O CCZ informou que irá autuar o proprietário dos animais.
Pânico
Essa foi a sensação descrita pelos vizinhos que assistiram ao ataque. O agente sanitário Helber Marcos Martins, 43 anos, cuja filha havia flagrado a agressão, conhece a vítima apenas “de vista”, mas fez de tudo para salvá-la da morte. “Havia sangue por todos os lados e nós conseguimos afastar os cães a pauladas, arrombar um dos portões e resgatá-lo”, conta.
Martins acrescenta que teme pela vizinhança. “Os cães atacaram uma pessoa que já era conhecida por eles. Imagine o que não fariam com a minha filha, que tem 12 anos?”. Contudo, afirma que nunca viu os animais andando pelas ruas. “Eles ficam sempre dentro de casa, mas se alguém for tirar um carro da garagem, podem escapar”, finaliza.