Não tentaremos descrever o morticínio que ela tem cometido em nome da religião do amado Jesus. Nos vales do Piemonte, na Suíça, no Tirol e na Bohêmia, o sangue dos protestantes, valdenses, e muitos outros, que protestaram contra as corrupções de Roma, correu como água. No século 16, na França, essa igreja ofereceu o espetáculo de um espírito satânico de perseguição: homens, mulheres e crianças foram assassinados sem descriminação, enforcados, queimados em fogo lento, atirados de precipícios, espetados em lanças. As mesmas crianças de peito, que ainda não distinguiam a sua mão direita, não foram poupadas, mataram-nas à vista das próprias mães.
O sexo fraco da mulher não a protegeu. Numa única ocasião, quinhentas foram fechadas em celeiro, que depois incendiaram, matando todas elas queimadas, isto porém, não é tudo. Essa igreja formou um verdadeiro plano diabólico, estudado e metódico, para extinguir por completo na França, o Cristianismo puro, seguido pelos protestantes. Esse plano começou a ser executado no dia 24 de agosto de 1572, continuando nos sete dias subsequentes. O morticínio que resultou desse plano é conhecido na história pelo massacre de São Bartolomeu. Nesses dias morreram mais de cinco mil pessoas em Paris e pelo menos vinte mil em outras partes da França. O papa então reinante regozijou-se com esta carnificina e publicamente rendeu graças a Deus por tão feliz sucesso e enviou congratulações ao rei da França pelo desempenho do plano desde longo tempo premeditado e tão bem executado. Chegou mesmo a cunhar uma medalha comemorativa, na qual o papa Gregório 13 aparecia de um lado e do outro lado o massacre com a inscrição: "A matança dos Huguenotes, 1572". A própria Inglaterra não escapou, apesar de ter sido uma das nações que mais cedo conseguiu libertar-se do jugo romano. Os países baixos foram literalmente ensopados em sangue. O duque de Alba, gabava-se de ter morto dezoito mil protestantes em seis semanas, e o número dos que foram massacrados naquele país, unicamente por causa de sua religião, andou por cem mil. Na Itália, na Espanha, em Portugal, no México, ou em qualquer outro país para onde vos voltardes, e onde Roma dominou, lereis a história dessa igreja escrita em letras de sangue.
A Inquisição, essa instituição estabelecida para se opor ao movimento libertador da reforma, sacrificou desde o seu início, centenas de milhares ? ou como alguns escritores asseveram ? milhões de vítimas. O total nunca será conhecido até o dia em que a terra descubra o seu sangue e nunca mais cubra os seus mortos.
Funcionando em segredo, destruindo a inviolabilidade dos lares e até a sua pureza, para melhor obter vítimas. Condenando sem provas e muitas vezes sem ouvir o acusado, extorquindo por meio de torturas, testemunhos falsos para incriminar e fazer sofrer os próprios parentes mais próximos e queridos, a Inquisição apresenta-se como obra prima da crueldade satânica, permitida talvez para nos servir de aviso para sairmos e nos livrarmos de Roma e do seu sistema. A verdade, porém, é que as suas leis sanguinárias continuam nos seus códigos. As suas pinturas de perseguição continuam adornando as paredes do palácio dos papas. As suas medalhas sanguinárias figuram ainda na coleção do Vaticano. Estas verdades encontram no livro de Benjamin Scott, "As catacumbas de Roma", da C.P.A.D. (Casa Publicadora das Assembleias de Deus, pág. 172, 173, 174).
Vamos ficar atentos nas profecias que ainda restaram para nós, Apocalipse 18 e 4, o Criador ainda fala conosco, não vamos desanimar não, Ele ainda chama meu povo sai dela ? sai dela ? sai dela ? não sejam participantes dos seus crimes de sangue ? vamos parar de ser chamados de leigos ? membros de banco ? mais um na comunidade, vamos ler mais história, vamos conhecer ? pois também é mandamento ? cresça na graça e no conhecimento, todos tem esse direito de conhecer ao menos um pouco, o que fizeram no passado chamado os crimes religiosos. Isso o pastor não ensina, o padre não ensina, então é você mesmo, meu irmão, põe a mão no livro e comece hoje mesmo.
Nilson José Barreiros