Douglas Reis |
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Coletivos incêndiados estavam no pátio da base leste da Polícia Militar |
Na tarde desta terça-feira (1), dois coletivos pertencentes à Prefeitura Municipal de Bauru, que estavam estacionados no pátio da Base Leste da Polícia Militar (PM), localizada na quadra 2 da rua Izzat Muhammad Saadeh, no Núcleo Habitacional Mary Dota, em Bauru, foram totalmente destruídos pelas chamas. Um cabo da PM e um motorista da prefeitura conseguiram evitar que o fogo se alastrasse até a chegada do Corpo de Bombeiros, que cessou o incêndio. Depois, a Polícia Científica esteve no local para avaliar a causa do incêndio, que ainda será investigada pela Polícia Civil. Ninguém ficou ferido.
Para Paulo Tarso, motorista da prefeitura, o incêndio teria começado por volta das 12h, momento em que ele chegava para deixar o veículo que conduz no pátio da base da PM, espaço que pertence ao município, mas foi cedido aos militares temporariamente.
“Eu vi muita fumaça no coletivo que estava ao lado do alambrado e, rapidamente, ela se espalhou para o outro. Eu inalei muita fumaça e estou sentindo uma queimação no peito”, conta Tarso, que seria encaminhado para atendimento médico. Ele, inclusive, ajudou o cabo Fabri, da PM, a conter as chamas antes da chegada dos bombeiros.
Fabri conta que estava na base, quando o motorista chegou gritando e pedindo ajuda. “Vi que havia uma fumaça no coletivo que estava estacionado próximo à grade e acionei o Corpo de Bombeiros. Porém, para conter as chamas, peguei uma mangueira e consegui resfriar a parte externa do veículo”, narra o policial.
Percebendo que as chamas se alastravam para o segundo coletivo, que estava ao lado do primeiro, ele conseguiu retirar os outros três veículos do pátio. “Só pensei em preservar a vida e não deixar que as chamas chegassem até a base”, relata o cabo.
Hipóteses
De acordo com o capitão Gustavo Cardoso Xavier, da PM, moradores e comerciantes da região afirmaram aos militares que um grupo de crianças costuma soltar bombinhas de festa junina pelas ruas. Inclusive, momentos antes do incêndio, eles teriam jogado os artefatos dentro de um estabelecimento nas proximidades.
“Um atentado contra policiais não está descartado, mas, a princípio, acreditamos que as chamas podem ter sido provocadas pelas faíscas das bombinhas ao atingir o sistema elétrico do coletivo mais próximo da grade. Porém, só o laudo da perícia confirmará a causa”, explica.
O capitão Xavier acrescenta ainda que chegou a questionar os oficiais do Corpo de Bombeiros se teriam encontrado algum tipo de artefato incendiário, como coquetel molotov, mas eles não perceberam indício algum. Diante disso, a PM acredita que um atentado contra os policiais seja a última das possibilidades. Mesmo assim, o órgão aguarda o laudo da perícia.
Já a Polícia Civil também não descarta a hipótese de um atentado. Contudo, o delegado plantonista da Central de Polícia Judiciária (CPJ), José Dorneles Costa, explica que as investigações trabalharão também com a possibilidade de crianças terem dado início ao fogo com bombinhas de festa junina.
“Nós vamos verificar se existem câmeras de segurança nas proximidades, além de identificar as crianças e os responsáveis por elas. Inicialmente, vou registrar como dano qualificado por fogo. Se comprovada a participação dos menores, será ato infracional por exposição à risco”, reitera Costa.
Educação e Esportes
Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru informou que um dos coletivos destruídos pelo incêndio, fabricado no ano de 2005, pertencia à Secretaria Municipal de Educação e atendia os estudantes da região.
Já o outro era da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) e foi fabricado no ano de 1987.
Questionada sobre o prejuízo decorrente das chamas que destruíram os dois veículos, a assessoria do município afirmou que os valores ainda não haviam sido apurados.
Douglas Reis |
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A Polícia Científica foi acionada para realizar Perícia Técnica pelo local |