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Tá valendo! Felipão pede clemência


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Luiz Felipe Scolari teve uma atitude diferente. Mais do que polêmica, foi estranha. O técnico da Seleção Brasileira convidou seis jornalistas para uma conversa particular na segunda-feira, na Granja Comary: Juca Kfouri (Uol / Folha de S. Paulo / ESPN), Paulo Vinicius Coelho, o PVC (Folha de S. Paulo / ESPN), Fernando Fernandes (Band), Osvaldo Pascoal (Fox Sports / Rádio Globo), Luiz Antonio Prósperi (Estadão) e Carlos Eduardo Mansur (O Globo). A conversa, acompanhada pelo coordenador Carlos Alberto Parreira, teve três pontos principais: Felipão reclamou que a imprensa deu muita ênfase ao pênalti sobre Fred, contra a Croácia; admitiu que os jogadores estão sentindo a pressão e que isso provocou choro antes dos pênaltis contra o Chile; e, por último, falou sobre o time, disse que pode mudar.

Em suma, Scolari pediu união, propôs parceria com a imprensa. Tudo bem, é direito dele pedir isso. Até Dilma Rousseff pode propor parcerias com a imprensa. Mas cabe ao jornalismo saber qual o seu papel. Se é direito deles pedir, o dever do jornalista é negar.

Me desculpe Felipão. Como brasileiro, torço para que a Seleção seja campeã em 13 de julho. Mas não quero vê-la campeão com falcatruas e não quero vê-la levantar a taça jogando com medo. Se até você admite que o time está mal e reconhece que o grupo tem que ser menos coração e mais cabeça, não pode a imprensa esconder isso.

Para corrigir nossos defeitos, nada mais prático do que recorrer às nossas virtudes. Toque de bola e mais atitude vencedora. Pressão, só se for na marcação da saída de bola.

Contra a Colômbia, Felipão diz que tem duas possibilidades na ausência de Luiz Gustavo: “Ou sigo jogando da forma que vinha jogando, com a entrada de outro no setor, ou mudo o sistema todo. Aí posso iniciar como jogava na Copa de 2002, com três zagueiros e mais liberdade aos laterais”. Creio e espero que Scolari troque uma peça por outra. Paulinho ou Ramires no meio-campo. Seria menos arriscado, seria mais Felipão. Não gostaria de ver o “volante Henrique”, fiasco no Palmeiras, entrar em campo. Isso seria pior do que colocá-lo de zagueiro. Mas aí é mais desejo meu do que observação.

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