O comitê disciplinar da Fifa não deve punir nenhum jogador do Brasil pela briga entre integrantes da seleção e do Chile ocorrida no intervalo da partida entre os dois times, no último sábado (28), pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
O chefe do órgão, Claudio Sulser, afirmou nesta quinta-feira (3) que não é necessário ter pressa no julgamento do caso porque o investigado já está fora do jogo das quartas de final, sexta (4), contra Colômbia.
O investigado ao que dirigente se refere é o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, que foi expulso no jogo passado por ter dado um soco no rosto do atacante chileno Mauricio Pinilla e terá de cumprir suspensão automática.
O comitê disciplinar abriu um procedimento contra o assessor de imprensa, que pode receber uma suspensão mais longa.
A dúvida é se o órgão também estaria investigando a participação de atletas no incidente. O atacante brasileiro Fred, por exemplo, deu um tapa de leve na cabeça do zagueiro chileno Medel.
Quando questionado se a falta de agilidade no julgamento do caso era uma prova de que jogadores da seleção não seriam punidos, Sulsser disse não poder comentar investigações em andamento.
"Mas é uma boa conclusão", completou o ex-jogador suíço.
Uma fonte com bom trânsito no comitê disciplinar ouvida pela reportagem também já havia dito que as punições deveriam ser restritas ao diretor de comunicação da CBF.
A agressão de Paiva revoltou Pinilla. Via Twitter, o atacante chileno cobrou da Fifa uma punição exemplar ao assessor de imprensa.
"Uma partida para o Rodrigo Paiva? É uma vergonha dar só isso a esse delinquente disfarçado de terno", escreveu.
"Exijo da Fifa uma punição exemplar para Rodrigo Paiva, igual a meu colega Suárez!!! Isso é ainda mais grave! As imagens estão aí", completou.
O atacante uruguaio, citado pelo atacante chileno, pegou nove jogos oficiais de suspensão e foi proibido de praticar qualquer atividade ligada ao futebol por quatro meses por uma mordida no zagueiro italiano Giorgio Chiellini.