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Rio Preto: hospital suspende atendimentos e superlota prontos-socorros

Folhapress
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A suspensão do atendimento no hospital Ielar (Instituto Espírita Nosso Lar) provocou superlotação nos prontos-socorros do Hospital de Base e da Santa Casa de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo).

No pronto-socorro do Hospital de Base, o maior do município, o aumento de pacientes para internação foi de 62,5%, segundo o diretor-administrativo da unidade, Jorge Fares. Por dia, são cerca de 130 internações.

A suspensão ocorreu na sexta-feira (27) após a prefeitura cobrar uma dívida de R$ 8,8 milhões do hospital, referente a não prestação de contas do valor repassado pelo município entre janeiro de 2012 a abril deste ano para contratação de pessoal.

Nesta quinta-feira (3), a direção do Ielar reconheceu a dívida e anunciou a substituição do diretor-financeiro do hospital. Ainda nesta tarde, a direção do hospital deve confirmar o parcelamento da dívida em até 100 vezes com a prefeitura. Porém, não há previsão da retomada dos atendimentos.

Por isso, a direção do Hospital de Base estuda suspender os atendimentos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O Hospital de Base é referência para Rio Preto e a maior parte dos municípios do noroeste paulista.

"O atendimento dos últimos dias extrapolou nossa capacidade. Há superlotação por causa da grande demanda do Ielar. Nós estamos trabalhando no nosso limite máximo. Poderemos bloquear a entrada de ambulâncias do Samu", disse.

O hospital tem 620 leitos para pacientes do SUS. Na última terça-feira (1º), de acordo com a direção da unidade, 64 pacientes tiveram que ser atendidos em macas espalhadas pelos corredores do pronto-socorro.

Os atendimentos suspensos no Ielar são nos setores de urgência e emergência, cirurgia, medicação e raio-X. Apenas o atendimento ao Samu foi mantido. O Ielar tem 108 leitos, sendo 92% deles destinados a pacientes do SUS.

SANTA CASA

Na Santa Casa de Rio Preto, o aumento do número de pacientes para internação no pronto-socorro subiu 55,5%. Por dia, são cerca de 140 pacientes atendidos. Antes da crise, o número de atendimentos não ultrapassava os 90 pacientes.

O provedor da instituição filantrópica, José Nadim Cury, afirmou que o setor de obstetrícia também sofreu aumento de 70% da demanda nos últimos oito dias. Passou a fazer 11 partos por dia pelo SUS, contra seis diários anteriormente.

"Apesar de tudo, estamos dando conta dessa situação, embora tenhamos sido pegos de surpresa. Mas tivemos que contratar nova equipe médica para atender esse crescimento de atendimentos", disse Cury.

A Santa Casa tem 130 leitos para doentes do SUS -60% do total de 206. A Santa Casa contratou, em caráter de emergência, de acordo com o provedor, dois médicos por plantão de 12 horas, dois enfermeiros e seis técnicos de enfermagem.

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