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Clássico europeu: França e Alemanha duelam no Maracanã


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Reuters

Klose, Müller, Benzema e Pogba devem fazer a diferença dentro de campo

Após a classificação sofrida nas oitavas de final, França e Alemanha farão um clássico europeu hoje, no Maracanã, para decidir quem passa para as semifinais da Copa do Mundo. O duelo será às 13h e vai definir o rival do vencedor de Brasil x Colômbia, que jogam às 17h.

 

As duas equipes chegam às quartas de final com campanha parecida: três vitórias e um empate cada uma. Líderes de seus grupos na fase classificatória, franceses e alemães também tiveram de superar duas seleções africanas na primeira rodada do mata-mata do Mundial.

 

A classificação mais sofrida foi a da Alemanha, que venceu a Argélia com gols apenas na prorrogação (2 a 1). Já a França, apesar das dificuldades impostas pela Nigéria, conseguiu a vaga no tempo regulamentar. Os gols, entretanto, saíram apenas no final do segundo tempo (2 a 0).

 

Pressionado por conta do rendimento abaixo do esperado contra a Argélia, o técnico alemão Joachim Löw já admite mudar seu esquema tático controverso, com quatro zagueiros na linha de defesa. A expectativa é que Lahm volte a atuar na lateral direita.

 

“Sempre haverá críticas quando o seu desempenho não for 100%, mas o que importa é que avançamos. Creio também que os fãs preferem que a gente vença mesmo sem jogar tão bem do que jogar bonito, mas sair do torneio”, afirmou Schürrle.

 

Para a partida, Löw contará com os retornos do zagueiro Hummels, que estava gripado, e do atacante Podolski, recuperado de uma lesão na coxa. Já o zagueiro Mustafi sofreu uma lesão muscular na partida contra a Argélia e está fora do Mundial.

 

OLHA A GRIPE!

 

O técnico Joachim Löw confirmou que um terço dos atletas de sua delegação estão resfriados. Ele não informou o número exato de atletas. Segundo o tabloide alemão “Bild”, sete jogadores estariam gripados e/ou com febre.

 

O zagueiro Hummels já havia desfalcado o time no jogo contra a Argélia, em Porto Alegre, por estar com febre. Müller sentiu dores de garganta antes daquela partida, mas entrou em campo e jogou até o fim.

 

Segundo Löw, um terço da seleção “reclamou de dor de garganta, por causa da [mudança de] temperatura, ar-condicionado, contágio”, destacou.

 

Todos os 22 atletas à disposição (Mustafi está fora da Copa), porém, treinaram normalmente ontem no Maracanã.

 

CRESCENDO

 

Já a França, que veio para a Copa sob desconfiança devido à ausência de seu principal jogador, o atacante Franck Ribéry, cresceu na competição. Além de superar a falta do astro com um jogo coletivo, as boas atuações de Benzema trouxeram esperanças à seleção. “Vamos dar tudo o que temos. Estou muito orgulhoso, e os jogadores merecem isso. É um grande prazer para mim e meu staff estar envolvido diariamente com eles e comandá-los. Mas não vamos lá [ao Maracanã] como turistas”, avisou o técnico Didier Deschamps.

 

Para o duelo com os alemães, o comandante francês terá a volta do zagueiro Sakho, recuperado de lesão. Deschamps também poderá contar com a presença do zagueiro Varane. Internado com desidratação após o jogo contra os africanos, ele treinou normalmente durante a semana e não preocupa.

 

Deschamps defende seu ataque

 

Quando o atacante Antoine Griezmann no lugar de Giroud, contra a Nigéria, a melhora da seleção francesa foi nítida. O time ganhou velocidade com o jogador “baixinho” que atua pela Real Sociedad, da Espanha, e Benzema apareceu mais à vontade como centroavante. A França, então, passou a atacar mais e complicou a defesa nigeriana.

 

O técnico Didier Deschamps concorda com a evidente mudança, mas defendeu a formação inicial com Benzema e Giroud, dois atacantes de área, fazendo questão de lembrar que a dupla atuou com sucesso.

 

“Eles podem jogar juntos. Durante a partida, tenho outras opções. Benzema e Giroud não têm o mesmo perfil. São jogadores que conheço desde o início, que às vezes posso mudar em relação ao jogo”, comentou o treinador francês .

 

Um jornalista francês chegou a afirmar que Benzema não estava à vontade ao lado de Giroud e só passou a jogar de verdade quando Griezmann entrou em campo. Deschamps fez cara feia e respirou fundo antes de discordar.

 

“O Karim (Benzema) fez o que tinha que ser feito. Não é porque o esquema não funcionou uma vez, que não vá funcionar outra”, disparou.

 

Na defensiva

 

Quando França e Alemanha se enfrentaram pela última vez em uma Copa, em 1986, o goleiro Lloris, de 27 anos, nem era nascido. Por isso, ele garante não dar importância para a rivalidade histórica entre os dois países e diz que o retrospecto favorável aos alemães - em três confrontos na história da competição, venceram dois - não terá influência na partida de hoje.

 

“Estamos vivendo o momento atual. É verdade que tiveram confrontos históricos entre Alemanha e França, mas temos de escrever a nossa própria história”, disse o capitão francês ontem, em entrevista coletiva no Maracanã.

 

Para Lloris, a França não pode se intimidar diante da força do ataque alemão. Segundo ele, ficar só na defesa pode ser perigoso. “Estamos diante de um adversário muito forte. Os alemães estão entre os favoritos e têm muita experiência. Vamos fazer o máximo para não termos nenhum arrependimento depois da partida. Eles podem atacar, mas nós também temos as nossas qualidades”, avisou.

 

O goleiro, no entanto, não quis arriscar um palpite para o jogo de hoje. “É difícil prever o que vai acontecer. Numa partida decisiva, é preciso ter serenidade”, explicou.

 

Revanche

 

O técnico francês Didier Deschamps era um adolescente quando viu, pela TV, a Alemanha eliminar a França nas semifinais em duas Copas seguidas, Espanha-1982 e México-1986. Mas ele não vê a decisão das quartas de final de hoje como uma revanche, e sim uma oportunidade para fazer história.

 

“Há uma nova pagina a ser escrita amanhã (hoje)”, disse Deschamps, capitão da França na conquista de 1998, em concorrida entrevista coletiva no Maracanã. “Queremos registrar a nossa própria história”.

 

Deschamps ironizou a declaração do seu colega alemão, Joachim Löw, que disse que a França é favorita: “Como ele é gentil”. Em seguida, mais sério, lembrou que é a Alemanha quem sempre figura nas listas de favoritos.

 

Ao seu lado, o goleiro e capitão, Lloris, disse que “não há medo” de enfrentar a Alemanha. “Há muita vontade. No jogo, tudo é possível. É um grande prazer poder jogar contra a Alemanha nas quartas”.

 

Antes da coletiva, a França fez um treino de reconhecimento com todos os 23 jogadores – ontem, às 12h15, próximo do horário do jogo, marcado para as 13h de hoje.

 

FICHA TÉCNICA - FRANÇA x ALEMANHA

 

Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 04 de junho de 2014, sexta-feira

Horário: 13 horas (de Brasília)

Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)

Assistentes: Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti (Ambos da Argentina)

 

ALEMANHA: Neuer, Boateng, Mertesacker, Hummels e Höwedes; Lahm, Schweinsteiger, Kroos, Özil e Götze (Podolski); Müller

Técnico: Joachim Löw

 

FRANÇA: Lloris, Debuchy, Sakho, Varane e Evra; Matuidi, Cabaye, Pogba e Valbuena; Giroud (Griezmann) e Benzema

Técnico: Didier Deschamps

 

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