Cultura

Morre Ivan Junqueira, da Academia Brasileira de Letras


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O jornalista, poeta, tradutor e crítico literário Ivan Junqueira morreu ontem, aos 79 anos, no Rio de Janeiro. Segundo informou a Academia Brasileira de Letras (ABL), Junqueira estava internado há mais de um mês no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, onde teve insuficiência respiratória.

Junqueira era membro da Academia Brasileira de Letras desde março de 2000, quando passou a ocupar a cadeira nº 37, antes pertencente ao poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999). O presidente da ABL, o acadêmico Geraldo Holanda Cavalcanti, determinou luto de três dias e que a bandeira da Academia seja hasteada a meio mastro.

“Acadêmico exemplar, Ivan engrandeceu a Casa à qual serviu durante 14 anos com exação, competência e dedicação. Grande poeta, mestre indiscutível nas artes do ensaio crítico e da tradução literária, Ivan deixa um legado que enriquece a nossa tradição e a história literária do Brasil.”, escreveu Cavalcanti em um comunicado.

Carioca, nascido em 1934, Junqueira chegou a ingressar nas faculdades de Medicina e de Filosofia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), porém não completou os cursos. Trabalhou nos jornais “Tribuna da Imprensa”, “Correio da Manhã”, “Jornal do Brasil” e “O Globo” durante as décadas de 1970 e 1980, além de colaborar para outros jornais como crítico literário.

Ele recebeu quatro vezes o Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, em 1995, 2005, 2008 e 2010. Foi também premiado com um Assis Chateaubriand, da ABL (1985), com um Prêmio Nacional de Ensaísmo Literário, do Instituto Nacional de Linguística (1985) e com o Prêmio da Biblioteca Nacional (1992), entre muitos outros.

Publicou o primeiro livro de poesia, “Os Mortos”, em 1965. Depois escreveria, entre outros, “Três Meditações na Corda Lírica”, “O Grifo”, “A Sagração dos Ossos” e “O Outro Lado.”

 

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