Com as coligações partidárias formadas para a eleição desse ano, o quadro de candidaturas e alianças já está consolidado. Entre os nomes ligados a Bauru que buscam se eleger como deputados, a maioria estará nos palanques do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição, e do empresário Paulo Skaf (PMDB) que, pela segunda vez, disputa a sucessão ao Palácio dos Bandeirantes.
O tucano contará com o apoio de dois candidatos a federal e cinco a estadual, entre eles, o já parlamentar Pedro Tobias (PSDB), que briga pelo quinto mandato. Completam a lista o delegado e apresentador de TV Alexandre Zakir (PPS), o ex-vereador Amarildo de Oliveira (PTB), o pastor evangélico Celso Nascimento (PSC) e o vereador Paulo Eduardo de Souza (PSB).
Entre os federais que ajudarão a pedir votos para o governador estão o astronauta Marcos Pontes (PSB) e o agrônomo Galeno Loureiro Sobrinho (PSDB), recrutado de última hora pelos tucanos e que integra a cota da Diversidade do partido.
Se Alckmin conta o reforço de sete candidatos a deputado em Bauru, Skaf não fica muito atrás e, na cidade e região, poderá fazer campanha com seis postulantes a cargos legislativos.
Somente entre os filiados ao PMDB, seu partido, o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contará com três nomes: dos vereadores Renato Purini (PMDB), de Bauru, e Auro Octaviani (PSDB), de Agudos, ambos candidatos a estadual; e do ex-prefeito de Agudos Carlos Octaviani, a federal.
Carlão, por sua vez, não esconde o descontentamento com a cúpula do PMDB e até já cogita não fazer campanha para Paulo Skaf.
A dobrada de Fabiano Mariano (PDT) e Maria Helena Catini (PDT) também estará com o Skaf, bem como o candidato a federal Roberval Sakai (PP).
Metade
A grande aposta do ex-presidente Lula para o governo do Estado é o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT). Até agora, ele não engrenou nas pesquisas de intenção de voto e, em Bauru, contará com apenas três candidatos a deputado em sua campanha, metade da quantidade que apoiará o tucano e o peemedebista.
Estão na lista pró-Padilha Estela Almagro (PT) e Fábio Manfrinato (PR), a estadual, e Roque Ferreira (PT) a federal.
Dobradas
Outros dois candidatos ao governo de São Paulo terão a ajuda de dobradas de candidatos a deputados de seus respectivos partidos. Clodoaldo Gazzetta (PV) e a ex-prefeita de Pederneiras Ivana Camarinha (PV) farão campanha para o vereador da Capital do Estado Gilberto Natalini (PV).
Já o bauruense Gilberto Maringoni (PSOL), que está na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, terá como candidato a deputado Jamil Prudenciano (PSOL) a federal e Charles Bulhões (PSOL) – protagonista do primeiro casamento gay de Bauru - a estadual.
Maioria com Dilma
Se o cenário não é positivo para Alexandre Padilha (PT), o mesmo não pode ser dito em relação à candidata à reeleição à Presidência da República. Dilma Rousseff (PT) tem o apoio de partidos de nove postulantes a deputado de Bauru: Estela Almagro, Roque Ferreira, Renato Purini, Carlos Octaviani, Auro Octaviani, Fabiano Mariano, Maria Helena Catini, Roberval Sakai e Fábio Manfrinato. Aécio Neves (PSDB) contará com o apoio de Pedro Tobias, Galeno Loureiro Sobrinho e Amarildo de Oliveira. Outros três candidatos pedirão votos a Eduardo Campos: Paulo Eduardo de Souza (PSB), Marcos Pontes (PSB) e Alexandre Zakir (PPS). Já Clodoaldo Gazzetta e Ivana Camarinha estarão com Eduardo Jorge (PV); Charles Bulhões e Jamil Prudenciano com Luciana Genro (PSOL); e Celso Nascimento com Pastor Everaldo Pereira (PSC).
Eleitor não prioriza alianças partidárias
Cientista político, Celso Zonta afirma que a quantidade de candidatos a deputado apoiando determinado político que busque votos para cargos majoritários não é determinante. “Isso vai se reverter em maior sucesso ou não na medida da influência e da envergadura eleitoral do candidato”.
Além disso, nem sempre o sucesso de um político significa a possibilidade de transferência de votos. Ele cita como exemplo o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que não tem conseguido projetar sua notável expressão política em Bauru para os candidatos que apoia nas disputas pela Prefeitura de Bauru.
“O eleitor cria lógicas próprias. Há o voto de superfície ou de opinião. Há aquele mais emocional, fortemente influenciado pelo marketing. E há o mais politizado. Acredito que o desenvolvimento da democracia possibilitou a evolução na qualidade voto, mas a análise do comportamento dos cidadãos é de uma complexidade muito grande”, explica Zonta.
Defensor da reforma política e do voto distrital misto – no qual, parte dos deputados são eleitos por suas respectivas regiões, o analista político confirma a fragilização dos partidos e suas propostas e espectros programáticos. “De tal maneira que o eleitor fica submetido a escolher somente pelas pessoas”.
Professor de geopolítica Sebastião Clementino da Silva, o Macalé, concorda. Ele afirma que, de maneira geral, os eleitores votam de acordo com as afeições aos candidatos que conhecem. “Não há uma visão sobre as relações partidárias, suas coligações e propostas”.
Macalé não acredita também que um candidato a governador pode ser beneficiado pelo grande número de postulantes a deputado que lhe apoiem em determinada região. “Essa quantidade de políticos candidatos em Bauru só ajuda a ampliar os votos das legendas partidárias e a eleger os grandes puxadores de votos”.
|
|
