Aceituno Jr. |
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Bagagem: Deck 66 já coleciona diversos shows nas melhores casas noturnas de Bauru e demais cidades do Interior paulista |
Na voz e violão, Guilherme Anzolin; no contrabaixo e voz, Filipe Okano, e na bateria e voz, Lucas Dias. Juntos, eles formam a atual Deck 66, banda formada há cinco anos e que já tem no currículo apresentações nas principais casas noturnas de Bauru e outras cidades do Interior paulista, como São José do Rio Preto, Araçatuba, Botucatu, Bauru, Lençóis Paulista, Jaú, entre outras.
Com repertório variado, que vai desde Lulu Santos a System of a Down, passando por Pink Floyd, O Rappa, Barão Vermelho, Charlie Brown, Raimundos, Cássia Eller, entre muitos outros artistas do cenário nacional e internacional, a Deck 66 já projeta músicas autorais para o primeiro DVD do grupo.
“São canções que pretendem transmitir que é possível você fazer o que precisa e o que as pessoas as seu redor precisam que você faça a elas. As músicas também fazem alertas e críticas à política e outros segmentos sociais. São letras para você se sentir bem e buscar caminhos. É para você subir todas as escadas que a vida oferecer. Gosto de dizer esta última frase nos shows”, comenta, sobre o repertório, o vocalista Guilherme.
Conheça as várias histórias dos integrantes da banda Deck 66, a seguir.
Jornal da Cidade - Quando vocês se uniram para dar origem à banda?
Guilherme - A Deck 66 tem uns cinco anos, mas teve outras formações. Eu formei a banda com outro amigo. A atual teve início em 2011, com a entrada do Filipe. A gente se conheceu em um concurso de bandas. Já o Lucas entrou em 2012, pouco tempo depois, na verdade. E estamos na estrada.
JC - Qual é o conceito da Deck 66?
Filipe - É evoluir. Cada um vem com a sua bagagem e sente o que está fazendo no palco. Cada música é tocada de um jeito, mas a interpretação é que é fundamental dentro da nossa banda, dentro do que fazemos juntos. Com um pequeno olhar de um para o outro já sabemos o que é preciso fazer. Temos uma dinâmica juntos.
Lucas - Sentimos o que a galera quer ouvir e, com isso, sabemos como tocar. Temos essa sintonia muito forte.
Guilherme - Temos uma facilidade muito grande em dialogar.
JC - Qual é a “pegada” da banda?
Guilherme - A gente toca pop rock, rock, músicas nacionais e internacionais. Em determinados shows fazemos um estilo de música diferente. A gente precisa falar para muitas pessoas. O reggae está entrando também no repertório, com bastante som nacional.
JC - Quais são as influências da banda?
Guilherme - A banda vai de Lulu Santos a System of a Down, passando por Pink Floyd, Rappa, Barão Vermelho, Charlie Brown, Raimundos, Cássia Eller... É uma gama grande, com uns 30 ou 40 artistas, em média.
JC - Já fizeram músicas autorais?
Filipe - Estamos trabalhando em cima disso neste momento.
Guilherme - Já temos umas 15 músicas, mas umas cinco ou seis estão em produção.
Lucas - Este será o nosso primeiro trabalho autoral.
JC - O que as letras transmitem?
Guilherme - Temos letras em português e em inglês. Regando o jardim de onde eu trabalho, eu já musicava uma delas, que diz: “Regue o seu jardim para que folhas nasçam bem. Regue o seu jardim para que flores nasçam bem. E só assim você vai entender que o sorriso, sim, é o que faz o que é você...” Há pegadas blues também e uma porção de coisa bacana. As músicas pretendem transmitir que é possível você fazer o que você precisa e oque as pessoas as seu redor precisam que você faça a elas. As músicas também fazem alertas e críticas à política e outros segmentos sociais. São letras para você se sentir bem e buscar caminhos. É para você subir todas as escadas que a vida oferecer. Gosto de dizer esta última frase nos shows.
JC - Há previsão para o lançamento deste primeiro trabalho de vocês?
Lucas - Queremos que ele nasça ainda este ano. Se bem que o tempo vai acontecer naturalmente, nunca tivemos essa pressa porque acreditamos que precisamos sentir que o trabalho está pronto.
Filipe - Ele está surgindo naturalmente.
Guilherme - Uma vontade que eu tenho é fazer o lançamento das músicas do nosso primeiro DVD no primeiro palco que eu cantei para bastante gente de fato, que foi no teatro do colégio São Francisco, no Bela Vista.
JC - Quem são os integrantes da Deck 66 fora dos palcos?
Guilherme - Eu tenho uma loja de pesca chamada “Cabra da Pesca” (risos). Além disso, fiz faculdade de engenharia agronômica e pós-graduação em marketing.
Filipe - Eu trabalho com minha família em uma empresa de acessórios para móveis. A gente distribui as peças. E fiz engenharia de produção, mas está estacionado.
Lucas - Eu vivo de música e fiz faculdade de música. Dou aulas, tenho um estúdio e passo o dia todo trabalhando com música.
JC - Quando vocês se descobriram músicos?
Guilherme - Meu avô, que tocava violão, foi a minha influência em casa. Ele me dizia: “Fiinho”, para você conseguir fazer esse “pontiado” aqui, vai muito tempo (risos). Sempre gostei muito de tocar e cantar, fiz coral na escola. Aos 12 anos, eu ganhei o meu primeiro violão e não parei mais.
Filipe - Eu sempre me vi no meio da música. Meu pai é contrabaixista e sempre estava tocando violão pela casa. Ele teve uma banda, a Porão 2000, e tocou muito por aí. Foi ele quem me ensinou os primeiros acordes. Mas minha história com o contrabaixo foi diferente. Eu olhei, achei o instrumento estranho e me interessei. Comprei um, comecei a tocar na igreja e parti para bandas. Comecei aos 18 anos e virou um vício. Impossível parar.
Lucas - Eu sempre quis tocar bateria, mas meus pais queriam que eu aprendesse outros instrumentos. Fiz aulas de vários deles, minha mãe chegou a achar que eu fosse desistir da bateria, como aconteceu com os outros. Mas, não. Eu me encontrei com a bateria e não parei mais.
JC - O que a música é para cada um de vocês?
Guilherme - Vamos que vamos, que as escadas da vida nunca param de subir.
Filipe - Para mim, a música é uma transmissão de sentimentos.
Lucas - Música é o que eu vivo. É a minha vida.
JC - Uma apresentação marcante.
Lucas – A gente sempre tenta fazer da próxima apresentação a melhor e agradar o contratante e o público.
Filipe - É, mas às vezes, acontece do show rolar tanto que as pessoas pedem para a gente não parar de tocar. Uma vez ganhamos uma garrafa de whisky para continuar tocando. Outra vez um cara me chamou, deu uma grana e pediu mais três músicas (risos).
Guilherme - Já fizemos vários shows com uma vibe muito boa, tanto em Bauru quanto na região. O bom para a gente é fazer a galera se sentir bem.
Lucas - E cantar com a gente.
JC - É visível que vocês são amigos, além de colegas de trabalho. Isso influencia na qualidade da banda?
Filipe - Bastante.
Guilherme - Nós somos muito amigos mesmo. No palco, somos um só. Um olha para o outro e falamos juntos: vamos tocar tal música? Isso sem combinar nada, fora do repertório.
Lucas - Estamos sempre juntos. Ensaiando durante a semana e tocando no final dela.
Perfil
Nome: Paulo Guilherme Anzolin
Idade: 26 anos
Signo: Sagitário
Local de Nascimento: Bauru
Hobby: Música
Livro de cabeceira: Gosto de ler notícias sobre o universo científico
Filme preferido: “Gladiador”
Time: Corinthians
Estilo musical predileto: Rock, música instrumental e música das décadas de 1920 e 1930
Para quem dá nota 10: Para a sabedoria
Para quem dá nota 0: Para o injusto
E-mail: panzolin@gmail.com
Nome: Filipe Okano Souza
Idade: 29 anos
Signo: Gêmeos
Local de Nascimento: Bauru
Hobby: Música
Livro de cabeceira: “On the Road”
Filme preferido: “Os bons companheiros”
Time: Corinthians
Estilo musical predileto: Rock, jazz, MPB e música flamenca
Para quem dá nota 10: Para a humildade
Para quem dá nota 0: À arrogância
E-mail: filipeokano@gmail.com
Nome: Lucas de Assis Dias
Idade: 26 anos
Signo: Sagitário
Local de Nascimento: Marília
Hobby: Música
Livro de cabeceira: Estou sempre lendo métodos de bateria
Filme preferido: “A Origem”
Time: São Paulo
Estilo musical predileto: Rock, jazz e música brasileira
Para quem dá nota 10: À felicidade
Para quem dá nota 0: Para a arrogância
E-mail: lucasbateria@hotmail.com.br
