O sol forte e calor não intimidaram os candidatos ao governo do Rio, que deram largada à campanha oficial com prioridade a duas das mais populosas regiões do Estado, a Baixada Fluminense e a zona oeste carioca.
Governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB) iniciou sua campanha pela manhã na Vila Kennedy, zona oeste do Rio. Depois, reuniu 375 pessoas em uma churrascaria anexa à casa de shows Riosampa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
À reportagem Pezão disse que “vai de Dilma [Rousseff, do PT, que busca a reeleição para presidente]. “Eu sou Dilma”, reiterou. Sua fala tenta esfriar os ânimos dos dissidentes do partido, que apoiam o PSDB em plano nacional. O movimento foi batizado de Aezão - uma combinação de Pezão e Aécio Neves (PSDB), que concorre com Dilma à Presidência.
Além do racha com o PMDB, Dilma também não conta com o apoio do deputado Romário (PSB), que saiu para o Senado na chapa do petista Lindbergh Farias, que concorre ao governo e abrirá espaço em seu palanque ao candidato do PSB, Eduardo Campos. O ex-jogador é crítico à gestão Dilma.
Os dois foram pela manhã Feira de São Cristóvão, o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, Zona Norte. Em clima de campanha, repentistas compuseram “jingles” de improviso para os dois candidatos, que cantaram. Lindbergh é paraibano.
Depois, à tarde, o petista foi acompanhar a final de Campeonato de Futebol Esporte Clube Miguel Couto, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O senador e candidato foi prefeito da cidade, a maior da região.
Nelson Bornier (PMDB), atual prefeito da cidade, disse que a maior parte dos prefeitos da região apoia Aécio Neves, exceto em Duque de Caxias (a mais “rica” pelo seu grande polo industrial e a segunda mais populosa da Baixada) “A Dilma prometeu muitas coisas e não cumpriu”, disse.
Crivella (PRB) também priorizou a Baixada e a zona oeste, assim como Pezão. O candidato caminhou numa feira livre em Campo Grande, bairro mais populoso da capital.
O também senador e candidato destacou a importância de investir na região da capital, que abriga 27% da população do Rio. “Realengo, Campo Grande, Santa Cruz, Bangu e Guaratiba são regiões que sofrem com a falta de empregos formais, transporte público, saúde e cultura. Essas são nossas prioridades aqui”, disse.
Crivella esteve ainda no centro comercial de Austin, em Nova Iguaçu. Em Belford Roxo, também na Baixada, percorreu a feira de Areia Branca, onde ouviu pedidos de comerciantes do local.
Anthony Garotinho (PR) foi à sua cidade natal, Campos (norte fluminense) e visitou a rua onde nasceu. Sua estratégia é focar a campanha no interior do Estado e no eleitorado evangélico - também disputado por Crivella.
Tarcísio Motta (PSOL) fez caminhada pela praia de Copacabana. Lá, ele e correligionários distribuíram panfletos - outros partidos também lançaram mão da entrega dos “santinhos” pela orla da zona sul da cidade, como PSB, do presidenciável Eduardo Campos.
À tarde, Motta foi à Feira de São Cristóvão, onde o candidato do PT já tinha passado.