Tribuna do Leitor

Futebol sem bola


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Acordei meio irrequieto e angustiado, antes dormi nervoso e inconformado com a séria contusão de Neymar, nosso maior craque na Copa. O único capaz de desequilibrar um jogo de futebol, um dos poucos que se conta nos dedos como o argentino Lionel Messi e, pouco abaixo, os craques como Van Persie, Philipp Lahm e Müller.

Enfim, agora vai ter que ser na força bruta, com David Luiz ou Hulk mesmo, sem querer desmerecê-los. Como desmereço aqui o padrão Fifa de arbitragem ? omissa como foi o espanhol que "apitou" nosso jogo, deixando o pau comer solto, irresponsavelmente.

E eu, como milhões de técnicos de sofá, cantei a bola antes: "Tira o Neymar, Felipão" pouco antes da contusão, para preservá-lo de um cartão, e também de uma possível lesão, já que o placar nos era favorável, restando poucos minutos para acabar o jogo.

Mas como insinua a música de Claudinho e Buchecha, na ainda mais linda versão de Adriana Calcanhoto: "Nem mil alto falantes vão poder falar por mim".

Tomara, agora, que a caixinha de surpresa que seria o futebol seja mais generosa conosco do que foi a caixa de ferramentas do sem recurso zagueiro colombiano que atingiu Neymar.

Demerval Assis

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