Dia de dor e luto para o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Sua mãe, Valéria Dalva de Agostinho, morreu nesta segunda-feira, vítima de um infarto. No último domingo, ela havia completado 57 anos. Seu corpo foi velado a partir das 16h30 de ontem, no Centro Velatório Terra Branca, e o sepultamento está marcado para as 9h de hoje, no Cemitério da Saudade.
O óbito foi constatado no período da manhã por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionada por Rodrigo e uma tia, que encontraram Valéria – que era hipertensa - em seu quarto, por volta das 11h. “Nós ainda fizemos massagem cardíaca, mas não teve mais jeito”, lamentou o prefeito.
Há menos de três meses, no dia 11 de abril, Josefina Aparecida Salvador de Agostinho, mãe de Valéria e avó de Agostinho, morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Ela tinha 80 anos e sofria de Alzheimer.
“Minha mãe andava muito triste por causa dessa perda”, conta Rodrigo, com quem as duas moravam em uma residência nos Altos da Cidade.
Valéria teve dois filhos – o irmão de Agostinho morreu em um acidente de carro quando o prefeito tinha 16 anos – e deixa duas irmãs: Ivelize de Agostinho e Cristina de Agostinho.
O prefeito conta que sua mãe sempre trabalhou como advogada e, embora tivesse diminuído o ritmo de trabalho nos últimos tempos, ainda atuava profissionalmente. Por 18 anos, ela advogou pelo Instituto Nacional de Seguridade Social.
Homenagens
Durante a tarde e a noite de ontem, o velório de Valéria de Agostinho reuniu parentes, amigos, secretários municipais, vereadores, políticos e outras autoridades. Eram muitas também as coroas de flores enviadas por empresas, partidos políticos e órgãos públicos.
Bastante emocionado, Rodrigo esteve acompanhado da noiva Daniela Jovel Modolo e não segurou o choro ao comentar a relação com a mãe. “Muito especial. No domingo, a gente ainda cortou um bolinho para ela [por conta do aniversário de 57 anos]”.
Durante todo o dia, o prefeito recebeu centenas de mensagens de consolo e conforto de eleitores e simpatizantes, principalmente por meio do Facebook.
‘Bom coração’
Amiga de Valéria há cerca de 30 anos, Rosângela Miraglia faz questão de frisar: “Acima de tudo, ela tinha um enorme coração e uma fé em Deus muito grande”.
Miraglia conta ainda que a advogada foi uma filha extremamente dedicada e uma mãe sem igual. “Estava sempre em cima, cuidando para que tudo desse certo. Sempre valorizou todas as vitórias. Era muito orgulhosa do filho, desde as coisas grandes até uma boa nota que ele tirava”.
Rosângela também define Valéria Agostinho como uma mulher muito inteligente, combativa, corajosa e com apurado senso crítico.
Câmara suspende trabalhos da sessão
Por conta da morte da mãe do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), em comum acordo os vereadores decidiram por dispensar a leitura de requerimentos e ofícios, bem como o rol de oradores e a votação de projetos na sessão legislativa dessa segunda-feira. Não há previsão de convocação de nova sessão para essa semana.
Estavam na pauta de ontem o projeto que reestrutura secretarias da Prefeitura de Bauru e cria o Instituto de Planejamento do Município, bem como a proposta que fixa em R$ 81,00 o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para os imóveis de beneficiários do programa “Minha Casa Minha Vida” com renda de até três salários mínimos.
Apesar da suspensão dos trabalhos, vereadores comentaram, ontem, o caos da rede de urgência e emergência da Saúde em Bauru. Anteontem, três das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ficaram sem médicos.
Por volta das 15h, um grupo de sem terras que estavam acampados na Fazenda Santo Antônio chegou à sede do Poder Legislativo, mas decidiu ir embora com a notícia do cancelamento das atividades.
Ao JC, eles disseram que foram surpreendidos com o incêndio na fazenda que, no final do mês de junho, deixou desabrigadas 70 famílias que ocupavam o local. “Eles perderam os barracos e, agora, estão no Bauru 1, sem condições, sem roupas, sem cobertores, precisando de alimentos, inclusive crianças. Alguns vereadores mostraram os bichinhos que morreram lá, mas se esqueceram das pessoas que perderam o pouco que tinham”, disse Rose Martins ao JC.