O vice-presidente da Argentina Amado Boudou foi acusado novamente. Dessa vez, uma deputada de oposição diz que ele mentiu ao apresentar seus dados bancários. Boudou é réu por suborno e negociações incompatíveis - ele teria comprado a empresa gráfica Ciccone, usando laranjas, e, ao mesmo tempo, favoreceu o negócio em contratos com o Estado.
Durante o trâmite do caso na Justiça, ele teve que apresentar seus dados bancários à Justiça.
A deputada Margarita Stolbizer enviou ontem um documento ao juiz do caso, Ariel Lijo, em que afirma que Boudou omitiu parte de suas contas. Ela comparou os dados que Boudou apresentou no caso Ciccone com uma declaração dele de 2012.
No texto que a deputada enviou ontem, ela afirma que se um funcionário público “maliciosamente” apresenta informações que não são verdadeiras, pode ser preso por até dois anos.
No fim de 2012, ele afirmou ter dez contas em bancos, divididas em contas de investimentos e contas correntes em dólares, euros e pesos. Mas por conta do caso Ciccone, os bancos enviaram informações à Justiça e totalizam 36 contas, afirma o texto da deputada.
Boudou ainda é investigado por ter comprado um carro de 1992 cujos documentos teriam sido falsificados. E, além disso, também é investigado por enriquecimento ilícito.
Calote argentino
O Parlamento do Mercosul se juntou a organizações internacionais que apoiam a Argentina contra a decisão da Justiça dos EUA que determinou o pagamento a um grupo de credores que não aceitaram um programa de reestruturação.