O protesto de um grupo de moradores das imediações da linha férrea, na favela São Manoel, deixou o depósito de uma empresa de cimento paralisado ontem. Cerca de 50 caminhões carregados ficaram parados às margens da quadra 2 da avenida Comendador Daniel Pacífico durante todo o dia.
No local, a representante dos moradores, a auxiliar geral Neusa Sueli Ferreira, de 45 anos, reclamava alegando “desleixo” da empresa, que estaria instalada no local há 4 anos.
“Quando começaram a funcionar, nos prometeram que iriam ajudar a conseguir asfalto para a rua e que melhorariam a iluminação, fizeram até uma festinha para nós. Mas, os anos se passaram e nada foi feito”, afirma a moradora. Além da não ajuda, vieram prejuízos, segundo ela. “Ao invés disso, temos respirado e comido a poeira do cimento que resta aqui. Temos crianças com rinite e bronquite”, completa.
Outro problema apontado por ela é o acúmulo de lixo no local, que ela diz ser resultado da estadia de caminhoneiros no trecho.“O pessoal que vem descarregar não tem onde ficar lá no depósito e acaba urinando e defecando por aqui mesmo”, ressalta a mulher.
A reportagem tentou contato com a sede da empresa Cauê Cimentos, na Capital, mas ninguém atendeu aos telefonemas. No depósito em Bauru, um funcionário disse que não poderia se posicionar sobre o assunto, mas informou o telefone de uma assessoria de imprensa. O JC tentou contato com ela durante toda a manhã, mas sem sucesso. O número em questão possui caixa postal inativa.