Cultura

Superestrelas

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 7 min

Bianca Brito/Divulgação

Banda reencontra fãs hoje à noite, no Jack

A banda Move Over, que se tornou fenômeno nacional com a participação do reality show SuperStar, da Rede Globo, reencontra os fãs bauruenses hoje, a partir das 23h, no Jack Music Pub, em seu primeiro show após concluir a participação no programa. No palco, a vocalista Adriane Santana, o baterista Leandro Tenório, o baixista Arley Wood e o guitarrista Gabriel Blackalpha prometem mostrar todo o magnetismo e energia que valeram à Move Over o recorde absoluto de aprovação no SuperStar, com 94%, e uma explosão de popularidade pelo Brasil com músicas autorais e covers já consagrados.

Após a participação marcante no SuperStar, onde chegou à fase semifinal, a Move Over rompeu as fronteiras regionais e ganhou fãs pelo País todo. “São fãs clubes de Alagoas, Amazonas... e que nos surpreendem. Às vezes, têm nomes engraçados, como O Poder da Ruiva, Dri My Life”, diverte-se Adriane. Além de ficarem conhecidos, os integrantes da banda sentem um retorno imenso do trabalho autoral. “Depois da participação no SuperStar, a gente percebeu um crescimento muito grande das pessoas que conhecem o trabalho autoral. Nos shows, eles estão cantando tudo, conhecem as músicas”, destaca Leandro.

Com uma agenda lotada, a Move Over se desdobra para viabilizar novos projetos. A banda já trabalha para lançar um novo single com videoclipe dentro de dois meses e, posteriormente, o seu segundo CD, que deve ter participações especiais ainda não confirmadas. “Antes do programa já tínhamos a meta de gravar o segundo disco. Agora, com a galera pedindo e querendo, fica mais legal”, considera Leandro. “A gente acredita que tem muito o que falar. Apesar do SuperStar ter mostrado muito do que a banda faz, ainda tem muito para mostrar”, garante o baterista. E quem quiser conferir o que a Move Over tem para mostrar já pode começar hoje à noite no Jack.

Um dia antes do show de reencontro com os “movers” de Bauru, a Move Over concedeu entrevista ao Jornal da Cidade onde falou sobre a participação no SuperStar, mudanças na rotina e projetos daqui para frente.

JC – Vocês tinham noção de que a visibilidade que ganhariam com a participação no SuperStar seria tão grande?

Leandro Tenório – A gente tinha a expectativa de que, por ser um programa em rede nacional, a banda poderia ficar conhecida. O que surpreendeu foi a reação do público. A gente fez 94% duas vezes, que foi o recorde do programa, nenhuma outra banda fez. Eu costumo dizer que nossa participação não foi de coadjuvante, foi uma participação de destaque. Isso é que é mais gratificante. As pessoas conseguiram entender a proposta e ela foi muito bem aceita.

Adriane Santana – E uma banda do interior de São Paulo. Normalmente, quando se fala em banda do interior de São Paulo é do ABC. Quando a gente entrou para o programa, pensou “que coisa maravilhosa”, a gente aqui tão escondidinho... Éramos conhecidos no interior, fazíamos muitos shows, mas isso é uma coisa, o Brasil inteiro é outra. A gente só tem a agradecer, a produção é impecável. É um mundo incrível. Ficamos encantados.

JC – Houve um momento de maior nervosismo no programa?

Adriane – Todos os domingos rolava uma borboleta no estômago, porque era uma apresentação diferente. Na estreia, o telão tinha que subir. Vai subir ou não vai? Terrível. Na segunda, era duelo. Uma banda tinha que sair. Já era uma competição e ainda duelar... Meu Deus! No final, começa a criar amizade, as bandas eram muito companheiras. Era um nervosismo, mas era gostoso. Por mais que tivesse tensão, era muito legal. E uma coisa que Ivete Sangalo falou mais para o final era que se via na gente. Ela comentou: “vocês se destacaram muito, são muito bons e vão ser sempre mais cobrados do que os outros. Vocês vão ter sempre que se superar. Eu vivo isso, passo por isso sempre”. Ela sempre dava muita força.

Leandro – Na primeira semana era o telão que tinha que subir. Na segunda, a gente tinha o peso do recorde. Na terceira, a gente veio com uma apresentação de som autoral, que também foi novidade. Cada semana era um nervosismo, que era saudável.

JC – Como a banda reagiu à eliminação no reality?

Leandro – Sabemos que ao participar de um concurso você está sujeito a ser aprovado ou ser eliminado uma hora ou outra. E estamos vivendo um momento bacana.

Adriane – E foi uma oportunidade tão grandiosa, a gente vindo de 11 anos de trabalho. E a cada domingo era uma vitória. Se for para perder, a gente quer perder sempre assim.

JC – E a rotina para disputar o SuperStar? Viagens?

Adriane – Por sermos de longe, chegamos ficar 15 dias no Rio de Janeiro. Às vezes, tínhamos muitos compromissos e voltávamos praticamente só para trocar de roupa. Vinha pra Bauru e já voltava.

Leandro – Tivemos que nos focar mesmo no SuperStar e deixar de lado um pouco as apresentações para poder cumprir os compromissos do programa e as solicitações da Rede Globo de presença.

JC – Como era a relação com os jurados fora do ar? Eles davam dicas, orientavam?

Adriane – A gente se encontrava nos bastidores e tinha uma aproximação. Sempre pedíamos dicas, conversávamos. Eles sempre falavam várias coisas legais. A bagagem que a gente tirou deste programa não dá nem para explicar o quão grande é. Aprendemos muito, coisas novas que não vivíamos.

JC – Em recente entrevista ao JC, o Tico Santa Cruz avaliou que existe um bom espaço para vocalistas femininas no mercado de rock no Brasil. Isso pode ser de fato um ganho para a banda?

Adriane – O Tico Santa Cruz disse para mim que a Pitty não pode ser a única cantora de rock do Brasil. Ele falou que nosso espaço é garantido, porque as pessoas estão carentes, precisam de uma banda de rock com vocal feminino. Eu concordo. Depois da Pitty, não surgiu nenhuma banda de vocal feminino. A gente vai ter este espaço.

JC – E o que já mudou na rotina da banda, após participação no SuperStar?

Leandro – Mudou demais. Estamos com uma agenda de show bacana e agendando muita coisa em cidades que nem imaginávamos chegar. As pessoas estão nos procurando, nem chegamos ao estágio de oferecer o show, estamos atendendo à demanda. Deixou de ser regional e passou a ser nacional.

JC – Está nos projetos de vocês algum trabalho novo de estúdio?

Adriane – Estamos preparando a pré-produção para entrar em estúdio e gravar nosso segundo disco. E tem projetos de clipe. Agora é hora de trabalhar muito.

Leandro – Estamos bem focados para trabalhar todas as formas, tanto de estúdio, rádio, videoclipes para televisão, Internet. Os fãs estão querendo ouvir novo material.

JC - Com a saída da banda no reality, houve muita polêmica nas redes sociais. O percentual de votação demorou a aparecer na tela na noite da eliminação, vocês se sentiram prejudicados?

Leandro – Não. Quando apareceu a votação, já apareceu com a porcentagem que tinha.

JC - Na noite da eliminação, a Move Over foi a primeira a se apresentar e isso gerou críticas dos fãs. Vocês acham que ser a primeira prejudica?

Leandro – Eram seis bandas e alguém tinha que ser a primeira. Também fomos os últimos algumas vezes e o pessoal falou que entrávamos tarde. A gente não tinha tocado primeiro nenhuma vez e para tudo tem uma primeira vez. Em outras noites houve bandas que tocaram primeiro e não saíram. Isso não influencia. Tranquilo.

JC – Agora fazem o primeiro show em Bauru após o fim da participação no SuperStar. Como é reencontrar os fãs bauruenses?

Adriane – Fizemos um show durante a participação no programa e foi incrível. Os convites se esgotaram na segunda-feira. As pessoas tinham a semana inteira para comprar, mas acabou na segunda. As pessoas que não conseguiram ir da outra vez, acho que vão agora. E tocar na nossa cidade é tocar em casa. É muito gostoso reencontrar todo mundo, vai família, amigos, fãs. É um carinho.

  • Serviço

  • O Jack fica na av. Duque. de Caxias, 8-56. Ingressos: meia R$ 30,00; promocional R$ 40,00; vip, R$ 70,00. Informações: (14) 3245-3254

    Éder Azevedo

    ‘Uma vitória por domingo’ - assim Adriane Santana define como a Move Over brilhou no SuperStar

     

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