Esportes

Com 4 mudanças, Felipão testa seleção com Jô na vaga de Fred


| Tempo de leitura: 4 min

Bernardo Itri, Fabiano Maisonnave, Marcel Rizzo e Sérgio Rangel/Folhapress

No último treino da seleção brasileira na Granja Comary, o técnico Luiz Felipe Scolari promoveu quatro mudanças na equipe em relação ao jogo contra a Alemanha, na última terça-feira, para o duelo contra a Holanda, marcada para este sábado, às 17h, em Brasília. A atividade foi realizada em um campo reduzido.

Contestado e vaiado pela torcida ao ser substituído durante o segundo tempo, o atacante Fred foi preterido na atividade por Jô, que ainda não teve uma oportunidade como titular com Felipão na Copa do Mundo. Ele entrou no decorrer dos jogos contra o México e Chile.

O treinador ainda testou mais três mudanças. Paulinho e Ramires, que entraram no segundo tempo da derrota para os alemães, treinaram nas vagas de Fernandinho e Hulk, respectivamente.

Já Willian, que era cogitado para ser titular contra a Alemanha, ganhou a vaga de Bernard. A titularidade do jogador do Shakhtar surpreendeu o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, que criticou o treinador.

O zagueiro Henrique também treinou na equipe titular. No entanto, o jogador do Napoli substituiu o capitão Thiago Silva, que foi poupado da atividade. Ele fez exercícios físicos à parte, mas deve voltar ao time após cumprir suspensão.

Assim, a seleção brasileira treinou com Júlio Cesar, Maicon, Henrique, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires, Willian e Oscar; Jô.

Clima

Apesar do clima chuvoso, algumas dezenas de torcedores se aglomeraram na beira do campo para acompanhar os jogadores. Eram, na maioria, mulheres, que gritavam principalmente o nome de David Luiz e entoavam cantos da torcida.

No final do treino, que durou cerca de 1 hora, o zagueiro retribuiu os gritos e foi o único jogador a se aproximar dos torcedores, quando chegou a posar para foto com uma criança no colo.

À tarde, o time embarca rumo a Brasília, onde enfrenta a Holanda neste sábado (12), na disputa pelo terceiro lugar. O jogo no estádio Mané Garrincha começará as 17h.

"POR MIM, O FELIPÃO FICA NA SELEÇÃO", REVELA DEL NERO

Jamil Chade/Agência Estado

O presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, culpa a escolha tática do técnico Luiz Felipe Scolari como a responsável pela humilhação que passou o Brasil diante da Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo. Mas deixa claro que, se depender dele, Felipão continua como treinador da seleção nacional.

"Por mim, ele (Scolari) fica", declarou Del Nero, em uma conversa exclusiva com a reportagem no hotel Copacabana Palace, no Rio. "O que aconteceu foi um erro tático. Esse foi o problema Mas todos nós erramos. Isso acontece com qualquer um. O importante é que o trabalho foi bem feito. A campanha e a preparação foram boas. A base existe", declarou.

Del Nero venceu as eleições na CBF e é a pessoa que, em 2015, assumirá o comando do futebol brasileiro. Ele admite que será um período de "desafios". Mas garante que está "pronto" para assumir a função.

O dirigente ainda fez questão de destacar o "sucesso" da Copa do Mundo como evento e não descarta nem mesmo pensar em uma nova candidatura no futuro para que o Brasil receba o Mundial, a partir de 2030. "Por que não?", questionou.

Intervenção

Del Nero ainda respondeu às propostas do governo de realizar uma "intervenção indireta" no futebol brasileiro, um discurso usado pela presidente Dilma Rousseff depois da derrota para a Alemanha. "A participação do Estado é sempre bem-vinda, dentro dos limites do que se pode fazer", declarou Del Nero. Mas ele deixou claro que o governo precisaria se ocupar da rede pública de escolas antes de falar em agir nos clubes brasileiros

"A escola é a base de tudo", declarou. "O governo precisa dar maior prioridade para o esporte na rede pública", defendeu. "Os clubes não podem fazer tudo. Parte desse trabalho de base precisa ser construído pelas escolas", completou.

O dirigente ainda sugeriu que propostas para o desenvolvimento do futebol feminino enviado ao governo pela CBF estão paradas há anos. Na última quinta-feira, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e a Fifa cobraram da CBF uma operação de maior envergadura com relação ao desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.

Del Nero, porém, alertou ainda que, quando Orlando Silva era ministro do Esporte, a CBF encaminhou um projeto para o desenvolvimento da modalidade nas universidades. Em troca de bolsas de estudos, as mulheres teriam a organização de times e de campeonatos. "Mas o projeto nunca andou", comentou Del Nero.

 

 

 

Comentários

Comentários