Duas pessoas morreram e três ficaram feridas nesta sexta-feira (11) no Cairo em confrontos entre partidários e opositores do presidente deposto Mohamed Mursi, informaram autoridades egípcias.
Os dois homens foram baleados durante uma manifestação organizada por simpatizantes de Mursi após a oração de sexta-feira no bairro de Matariya, segundo um funcionário do Ministério da Saúde.
De acordo com uma autoridade de segurança, que cita testemunhas, as duas vítimas morreram em confrontos entre manifestantes favoráveis e contrários a Mursi.
Desde meados do ano passado, as autoridades têm reprimido com violência os partidários do presidente deposto, e acusam a Irmandade Muçulmana, declarada "organização terrorista", de efetuar ataques contra as forças de segurança.
A Irmandade Muçulmana acusa a polícia de "dispersar violentamente uma manifestação pacífica utilizando gás lacrimogêneo e disparos".
A organização disse ainda que as manifestações no país foram convocadas contra a alta de preços sancionada pelo presidente, Abdel Fatah al-Sisi.
A repressão à Irmandade no país, comandada por Sisi, já deixou mais de 1.400 mortos e levou mais de 15 mil pessoas à prisão.