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Bauruenses dizem "adeus" à Copa

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Nem parecia que era jogo da Seleção. Pelas ruas, escassas bandeiras e quase ninguém de verde e amarelo. Depois de os alemães massacrarem os brasileiros com uma goleada histórica nas semifinais da Copa do Mundo, os bauruenses perderam a vontade de torcer para que o País alcançasse o terceiro lugar no Mundial durante a disputa de ontem. Contudo, mesmo abatidos, alguns torcedores prometem resgatar o patriotismo para as  próximas eleições.

Este é o caso de Antonio Carlos Mussio, que assistia à última disputa do País na Copa em um bar localizado na avenida Getúlio Vargas junto ao filho Anderson Edie Mussio. “O Mundial foi muito bem organizado pelo País, mas o desempenho da Seleção deixou a desejar. Eu assisto à Copa do Mundo desde 1970 e esse foi o pior elenco que eu já vi. Porém, política é uma coisa e futebol é outra. Fiquei desanimado pelo desempenho dos jogadores, mas marcarei presença nas urnas sem dúvida alguma”, pontua Mussio.

Já o advogado Anderson, filho de Mussio, vai mais além. Ele conta que um dos pontos positivos da Copa foi a redução da jornada de trabalho quando o País entrava em campo, fato que o incentivou ainda mais a aproveitar a companhia de parentes e amigos.

“Depois de hoje (ontem), a velha rotina retornará. O importante é que o Mundial deste ano deu destaque à função social do futebol e de outras modalidades esportivas. Espero que as crianças procurem, cada vez mais, praticar atividades físicas e que os pais as apoiem”, explica o advogado.


Decepção

No mesmo bar em que estavam Antonio Carlos Mussio e o filho Anderson Edie Mussio, os namorados João Carlos Satiro e Caren Romero Jorge sentaram em uma mesa distante do telão que mostrou a disputa. “Depois do penúltimo jogo, não tivemos vontade alguma de assistir ao último, tanto que nem sabíamos que a Seleção entraria em campo hoje (ontem)”, confessa Satiro. Para Caren, o patriotismo permanecerá durante as eleições. “Sempre pensei muito antes de votar e nunca deixei de exercer esse direito”, reitera.

No Sesc Bauru, o cenário de decepção não era muito diferente do bar da Getúlio Vargas. Os torcedores mal prestaram atenção na disputa. Karen Talita de Oliveira Romano Ramos deixou as roupas verdes e amarelas dentro do guarda-roupa. “Perdi a vontade de usá-las”, completa. De acordo com Karen, a maior lição que o Mundial deixou aos brasileiros foi que não podem “dar um passo maior do que as pernas”. “Mesmo assim, minha opinião quanto à política já está formada. Os pontos negativos e positivos da Copa jamais influenciarão o meu voto”, conclui. 

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