Um espaço dedicado aos torcedores e instalado no salão de desembarque C do terminal 1, no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, zona norte do Rio, se tornou hospedaria para turistas, na maioria sul-americanos, que vieram ao país por conta da Copa do Mundo, que acaba neste domingo (13) com o jogo entre Alemanha e Argentina, no Maracanã.
Pouco mais de 50 dormiam ali nas primeiras horas da manhã deste domingo.
A Fun Zone do Galeão, que abriu as portas dia 5 de junho e fechará dia 25 de julho, recebe cerca de 400 pessoas por dia, segundo os profissionais do local, montado em uma parceria entre Infraero e Caixa Econômica.
Eles informam que pernoitam na área aproximadamente 100 pessoas a cada dia. Trata-se de um mix de área de descanso, com sofás que podem seu usados como cama, com área de lazer, vídeo-game, totó, futebol de botão e, claro, rede wi-fi.
Gabriel Utrilla, 20, Rodrigo Carrillo, 20, e Ulisses Álvares, 21, são três estudantes mexicanos que gostaram tanto do espaço que praticamente se hospedaram. Eles estão pernoitando na Fun Zone desde 4 de julho e retornarão ao seu país dia 16. "Viemos exclusivamente para a Copa, fomos a Fortaleza, Belo Horizonte, Recife e Natal, mas fizemos daqui nossa base", disse Utrilla.
O que mais chamou a atenção deles no Brasil foram as belezas naturais, principalmente as do Rio, mas ficaram negativamente surpreendidos com a "má qualidade do transporte público", falou Carrillo, acrescentando que o desempenho de sua seleção não foi dos melhores, mas que tudo valeu a pena, elencando que tudo foi uma grande aventura entre amigos.
De acordo com os profissionais que atuam na Fun Zone, em horário de jogos o espaço costuma ficar totalmente lotado, e a expectativa é que para a final de logo mais não seja diferente.
O ambiente conta com decoração alusiva à Copa, com um tapete de grama sintética, vários televisores, uma máquina de café a custo zero e outra com refrigerante e água, sendo R$ 3 a garrafa ou latinha, aproximadamente.
A música é popular, é brasileira e dá o tom do estilo de vida tupiniquim, com suas letras que descrevem o dia a dia do país, onde a beleza e o caos andam lado a lado.