O número de cursos de medicina autorizados a funcionar pelo governo federal teve um boom na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT). Em apenas três anos e meio, eles já correspondem a 76% do total liberado nos oito anos de governo Lula.
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44 novos cursos de medicina foram liberados pelo governo desde 2011 |
A ampliação de vagas é um dos pilares do programa Mais Médicos, criado há um ano. A qualidade dessa expansão, porém, vem sendo questionada por especialistas.
De 2011 para cá, Dilma permitiu a abertura de 44 cursos de medicina em instituições federais e privadas. Na prática, em média, é mais do que um a cada mês de governo. Até dezembro, novas escolas ainda devem ser liberadas.
Em dois mandatos, Lula (PT) autorizou 58 novos cursos – um a cada 50 dias. Seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), liberou 27 – um a cada 108 dias.
Esses números são de cursos em instituições federais e privadas, que dependem de autorização do Ministério da Educação e absorvem a maioria dos estudantes de medicina. Em 2012, dado mais atualizado, federais e privadas tinham 86% dos alunos.
A tendência não se repete em outras graduações da área de saúde. Em oito anos de Lula, por exemplo, foram criados 242 cursos de farmácia e 39 de odontologia. Nos dois primeiros anos de Dilma, foram 5 e 7, respectivamente.
REPROVAÇÃO
O Mais Médicos, criado para levar esses profissionais ao interior do Brasil e às periferias das cidades, prometeu criar 11.447 vagas de medicina até 2017. Quando foi lançado, havia cerca de 18 mil no país. Desde então, cerca de 3.000 foram autorizadas.
O Ministério da Saúde argumenta que os futuros formandos poderão absorver a demanda que hoje é atendida, emergencialmente, pelos médicos intercambistas –majoritariamente cubanos.
Mas entidades médicas e especialistas da área manifestam receio sobre a qualidade do ensino frente a esse ritmo de abertura de cursos.
