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Energia: elétricas acreditam que governo dará solução ao rombo do setor

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

 As distribuidoras de energia elétrica acreditam que o governo dará uma resposta definitiva ao rombo do setor até o fim deste mês.

 

De acordo com Nelson Leite, presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia), isso poderá ser feito uma vez que os valores pendentes até o fim do ano tendem a ser menores que os do primeiro semestre.

 

Atualmente a conta em aberto das distribuidoras está em R$ 1,322 bilhão. Esse montante deveria ter sido pago na segunda semana deste mês às geradoras de energia, mas acabou sendo adiado para 31 de julho.

 

"O Ministério de Minas e Energia está trabalhando junto à Fazenda e à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na elaboração de uma solução, que ainda não temos como detalhar porque não conhecemos", disse o presidente.

 

"Estamos confiantes de que vai haver uma solução que resolva o problema até o fim do ano e que essa solução sairá a tempo de cobrir a liquidação pendente."

 

A associação evitou fazer uma previsão sobre o quanto precisará ser pago pelas empresas até o fim do ano para atender a demanda dos consumidores.

 

O mercado estima que esse número possa chegar a R$ 8 bilhões, incluído aí o valor em aberto que deveria ter sido pago no início deste mês.

 

"Essa previsão [de gastos até o fim do ano] depende de uma série de cenários, como o preço do PLD (custo da energia no mercado livre)".

 

As distribuidoras de energia estão tendo de fazer contratos de curto prazo -portanto mais caros- para tapar uma parte da demanda de seus consumidores que está em aberto desde o início do ano e que não foi suprida por meio do leilão de compra energia emergencial.

 

SATISFAÇÃO

 

Nesta quarta-feira (16), a Abradee divulgou uma pesquisa de satisfação dos usuários de energia elétrica no país.

 

De acordo com o estudo, o serviço apresentou uma melhora tímida desde 2013, passando de 78,7% para 78,9%.

 

O estudo foi realizado entre fevereiro e março deste ano e ouviu cerca de 25.300 pessoas.

 

A qualidade e a quantidade de interrupções dos serviços foram alguns dos tópicos avaliados pela associação. Já a tarifa não foi considerada pelo indicador.

 

"Não entra nesse indicador porque há alguns tributos e custos que não são gerenciáveis pelas distribuidoras", completou.

 

A pesquisa indicou que o nível de clientes insatisfeitos ou muito insatisfeitos aumentou 0,1 ponto percentual, passando de 6,8%, em 2013, para 6,9% este ano.

 

Os que não souberam avaliar representam 14,2%, frente a 14,5% do ano passado.

 

Já os satisfeitos representam 42,8%. No ano passado o número era maior: 43,6%. O número de muito satisfeitos cresceu. Passou de 35,1% para 36,1%.

 

"A gente percebe uma melhoria discreta dos resultados", afirmou Nelson Leite. "Apesar das adversidades estamos mantendo nível de investimentos para expansão das redes e melhora das qualidades. É um desafio manter essa melhoria continua de satisfação dos clientes", acrescentou.

 

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